A cirurgia refractiva para pôr os óculos de lado
Depois de muito pensar tomou a primeira grande decisão de 2007. É agora! Vai pôr os óculos e as lentes de contacto de lado, e realizar aquela cirurgia Lasik de que tanto já ouviu falar, e que alguns dos seus amigos fazem constantemente questão de o lembrar que já fizeram.
Os argumentos são realmente aliciantes. Este tipo de cirurgia recorre a tecnologia laser de ponta para corrigir situações de miopia, hipermetropia e astigmatismo, permitindo que uma elevada percentagem de pessoas que usavam óculos ou lentes de contacto, possam dispensá-las e esquecê-las nas actividades do dia à dia, melhorando de forma significativa a sua qualidade de vida.
No entanto, para que tudo corra bem, deve primeiramente conversar e aconselhar-se com o seu Oftalmologista que lhe vai explicar quais as etapas e procedimentos a seguir.
Consulta de oftalmologia
A consulta é realmente o primeiro passo e permite, por parte do médico, o diagnóstico rigoroso do seu problema.
Embora pareça não ter nada a ver, o Oftalmologista começa por querer saber como é a sua saúde geral, já que existem doenças que podem interferir quer com a sua visão quer com a realização do procedimento cirúrgico, sendo as mais importantes a Diabetes, Doenças Auto-Imunes e algumas Doenças Reumatológicas.
Seguidamente é necessário confirmar a sua graduação actual e verificar como foi a evolução, já que esta cirurgia normalmente só deve ser realizada quando existe estabilidade em termos visuais.
Todo o globo ocular é examinado para assegurar que não existem outras doenças oculares, que possam também alterar o resultado final.
É verificada a pressão ocular, observada a Retina que é a parte nobre deste órgão, e analisada através de alguns testes, a quantidade e qualidade da lágrima produzida, factor muito importante para que todo o processo decorra sem surpresas.
Agora que já existem algumas certezas, é-lhe explicada a técnica com laser mais adequada ao seu caso e como decorrerá a cirurgia, sendo ainda necessário, para validar esta escolha, a avaliação de um conjunto de características individuais verificadas através de exames complementares.
Exames
Estes exames são simples e indolores mas muito importantes. Realizam-se no centro de cirurgia refractiva, e permitem ao Oftalmologista confirmar critérios de segurança para a realização da cirurgia e planificá-la de forma a obter os resultados pretendidos.
Um dos mais relevantes é a topografia da córnea, que é um gráfico das características desta parte tão importante do globo ocular, sobre a qual vai ser realizada a intervenção. Ficamos assim com um diagrama semelhante a um mapa geográfico que nos fornece a espessura, raios de curvatura, formato e outras alterações eventualmente existentes.
Outro exame realizado é a pupilometria, ou seja, a medição da largura da nossa pupila, que funciona como os diafragmas das máquinas fotográficas.
Esta informação é relevante, já que ao longo do dia somos confrontados com diferentes condições de iluminação variando o diâmetro pupilar, e o efeito da cirurgia tem que se manter e adequar a essas variações.
Como é o procedimento cirúrgico?
Pode operar um olho de cada vez, ou os dois no mesmo dia, mas normalmente, e se não houver contra-indicações, escolhe-se a cirurgia bilateral.
A sua abordagem deve ser feita com toda a tranquilidade, podendo ingerir uma refeição ligeira antes da sua ida para a clínica, não devendo estar em jejum.
Nesse dia pode realizar a sua higiene habitual, tendo em atenção os seguintes cuidados:
– Não se deve maquilhar, colocar creme ou qualquer tónico facial.
– Não usar qualquer perfume ou loção.
– Evitar qualquer produto de higiene pessoal com álcool na sua composição.
Deve vestir-se confortavelmente evitando roupa apertada, e se estiver particularmente apreensivo ou nervoso, deve informar a enfermeira que o está a assistir ou o seu médico, pois poderá ser ajudado.
A cirurgia em si
E agora chegou o grande dia e não vale a pena estar nervoso!
A intervenção em si é rápida indolor e de fácil recuperação, decorrendo cerca de 15 a 20 minutos desde a preparação que é feita com gotas, já que a anestesia é local através da aplicação de um colírio, até à sua conclusão.
Basicamente o que é feito, sem desconforto nenhum, é criar uma espécie de “tampa” na córnea através de um dispositivo especial, que é seguidamente levantada, sendo o laser realizado sobre o tecido que fica por baixo, o chamado estroma corneano.
Durante o procedimento, o Oftalmologista vai falando consigo, e explicando-lhe os passos que se seguem, para que não se assuste e porque a sua colaboração é indispensável.
Durante a maior parte do tempo vai ter que fixar um ponto luminoso e não se preocupe com pequenos movimentos dos seus olhos, já que o sistema tem um dispositivo sofisticado e muito preciso para os seguir.
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