13 de Outubro – Dia Mundial da Dor Neuropática
É uma doença ignorada pela maioria da população, que sofre desnecessariamente. A APED, o IPR, a SPMFR e a Pfizer, através da campanha, desejam sensibilizar para a existência desta patologia e para a possibilidade de tratamento de forma a melhorar a qualidade de vida dos doentes, diminuindo a taxa de subdiagnóstico associada à dor neuropática.
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Segundo o Dr. José Romão, presidente da APED, “devido ao desconhecimento generalizado sobre esta doença, existe uma grande dificuldade de descrição dos sintomas por parte do doente, que também torna mais difícil a identificação da doença por parte do médico. Assim sendo, a campanha pretende revelar e incentivar a utilização de uma linguagem comum para descrição de sintomas que facilitem o diagnóstico e tratamento adequados.”
Já para o Dr. Luís Cunha Miranda, director clínico adjunto do IPR, “a campanha pretende colocar este tema na ordem do dia e informar os portugueses sobre esta patologia, o que vai acelerar o processo de diagnóstico, que, quando existe, acontece depois de várias tentativas falhadas de tratamento desadequado à dor neuropática.
” Em termos económicos a dor neuropática é também um problema grave, nos Estados Unidos em 2002 os gastos com esta doença foram de 150 biliões de dólares, e mais recentemente, em Espanha, o custo mensal era de 363€ por doente.[1] Em Portugal, infelizmente ainda não existem dados.
Estudos indicam que a dor constitui a principal causa de consulta médica, e embora não haja muitos dados epidemiológicos sobre a doença, estima-se que poderá atingir cerca de 8% da população.[2] Um estudo efectuado na União Europeia concluiu que o reconhecimento da dor neuropática é ainda um problema e afecta 65% dos especialistas em Medicina Geral e Familiar, que é a especialidade que está responsável pela avaliação inicial de 75% dos doentes e acompanhamento de 54% destes.
Os especialistas em dor são os que melhor reconhecem a dor neuropática, mas seguem apenas 1% dos doentes.[3] Sobre isto o Dr. Jorge Laíns, presidente da SPMFR, confirma que “a dor neuropática é, não só um tema desconhecido pela população, mas também pouco presente no dia-a-dia de um profissional de saúde”. Assim sendo reforça a “importância da divulgação de palavras-chave representativas, que despertem no médico o reconhecimento de sintomas muito provavelmente ligados à dor neuropática, como são a picada, o formigueiro, o choque eléctrico e a queimadura.”
Esta é uma campanha desenvolvida a nível Europeu, com presença em 17 países, e que em Portugal vai estar na televisão, imprensa e na Internet, através de uma campanha digital e do lançamento de um site exclusivamente dedicado à dor neuropática, cujo endereço é: www.dormisteriosa.com.pt. Neste, os visitantes podem responder a um questionário sobre dor neuropática, esclarecer dúvidas em relação a sintomas e ler sobre casos clínicos de dor neuropática que podem ajudar o visitante a identificar os sintomas que tem.
Um toque superficial (com roupa/cobertor) provoca dor?
Sofre de sensação de queimadura ou ardor?
Sente uma sensação de picada ou formigueiro (como formigas a caminhar ou um choque eléctrico)?

