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Infertilidade: um obstáculo à felicidade familiar » Dr. Pedro Sá e Melo

13 Outubro, 2007 0
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O risco existe, embora dependa da técnica usada, depende do tempo da gravidez e depende do método usado para esvaziar o útero.

Quanto mais precoce for a gravidez interrompida menos provável será o risco de sucesso. Ou seja, quanto mais tardia for a interrupção mais riscos haverá numa segunda ou futura gravidez.

A solução para minimizar o problema da infertilidade está em «convencer os casais a terem filhos mais cedo», alerta o Dr. Sá e Melo, afirmando ainda que «o que acontece em contraponto a esta situação são as carreiras profissionais».

É um facto que os portugueses, hoje em dia, dão mais importância à carreira profissional e por isso mesmo têm filhos mais tardiamente. Este dado poderá fazer com que a taxa de infertilidade progrida, no nosso país.

«A idade do primeiro filho, em Portugal, aumentou extraordinariamente». Este retardar do primeiro filho naturalmente que criou uma situação de diminuição da probabilidade de conseguir uma gravidez.

A questão fulcral está na idade da mulher: dez anos antes da sua menopausa, esta já terá graves dificuldades de resposta dos ovários. O problema é saber quando se dá a menopausa numa determinada mulher.

Há uma diferença biológica muito importante entre a mulher e o homem. Enquanto que no homem, a todos os segundos está uma célula a desenvolver-se para produzir espermatozóides, na mulher o número máximo de óvulos disponível é obtido quando esta ainda estava dentro da mãe, naqueles que seriam os ovários do feto feminino, ou seja, cerca de 7 a 8 milhões.

Quando a “mulher” nasce, já só tem ¼ daquilo que tinha inicialmente (2 milhões). Mais tarde, na puberdade, quando se dá a primeira menstruação, já só tem 300 a 400 mil para gastar nos 300 a 400 ciclos menstruais. Ou seja, em cada mês a mulher perde cerca de 1000 óvulos.

A mulher tem um capital de óvulos muito mais baixo do que o homem tem de espermatozóides.

A cada dia, a cada minuto, a cada segundo, o homem produz espermatozóides, enquanto que a mulher esgota as suas reservas de óvulos muito mais rapidamente do que o parceiro masculino. Daí que a atenção quanto a este assunto recaia, sobretudo, sobre a mulher.

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