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Doença bipolar: Mania ou depressão?

20 Setembro, 2014 0

Apesar de manifestarem alguns comportamentos mais agressivos ou desordeiros, as crises das crianças bipolares não são caprichos da idade. Quem o garante é Dr.ª Ana Isabel Bastos, psicóloga da Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares. Aliás, como garante a terapeuta, acima de tudo, os pais e os familiares mais próximos devem estar do lado da criança, de modo a conseguir explicar-lhe tudo o que se passa dentro de si e à sua volta.

“A intervenção clínica dos profissionais visa chegar até à criança e explicar-lhe o que é a doença. Isto acontece com recurso a jogos, a brincadeira, o jogo, para entendermos o que lhe vai na alma, porque a compreensão de uma criança é diferente de um adulto. E na infância ainda não estão adquiridas todas as competências de linguagem que lhe permitam expressar os sentimentos”, assegura a psicóloga.

Dado que a criança passa grande parte do seu tempo na escola, a associação é convidada, em alguns casos, a deslocar-se às instituições de ensino, a fim de os profissionais darem formação aos professores. “Quando os docentes entendem os sintomas conseguem ser mais assertivos no tratamento com o aluno. Quando há um desconhecimento da doença, há uma tendência para catalogar de mal-educada, malcriada e que não respeita a autoridade.”

O adolescente, comparativamente à criança, já consegue interrogar os profissionais sobre as suas dúvidas relativamente à doença e à toma da medicação. E, embora sofram de uma desordem bipolar, a psicóloga indica que a doença não lhes retira as crises típicas da idade, até porque “estes comportamentos de rebeldia fazem parte do desenvolvimento normal”. Para Ana Isabel Bastos, acima de tudo, um comportamento própria da adolescência distingue-se da perturbação bipolar pela duração e intensidade dos sintomas. ”

 

Compreender a doença

A Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB) dá apoio psicoeducativo, para que os pais e os familiares mais próximos saibam como lidar com uma criança ou jovem com perturbação bipolar. “Os progenitores têm de saber como lidar com os sintomas. Para além disso, devem entender que os comportamentos não dependem da vontade criança.”

A partir do momento em que há um acompanhamento psicológico e médico, a medicação consegue fazer com que a criança tenha um comportamento mais estável. E esta situação, de acordo com Ana Isabel Bastos, vai permitir que os pais consigam lidar melhor com os sintomas da doença.

 

Para mais informações, contacte:

Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares

Morada da Nova Sede da ADEB, Centro de Reabilitação Psicossocial:
Quinta do Cabrinha, Av. de Ceuta, n.º 53, Loja F/G, H/I e J
1300-125 LISBOA
Tel: 21 854 07 40/8
Fax: 21 854 07 49
Tlm: 96 898 21 50
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Horário de funcionamento: De Segunda a Sexta-feira das 10:00 às 13:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas.

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