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Cansaço mental » Fadiga a quanto obrigas…

23 Março, 2017 0
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Nas grandes cidades de modelo ocidental, o desgaste decorrente do esforço diário leva a um estado quase permanente de agitação e fadiga. O stress é o conjunto de reacções físicas e psíquicas do organismo a diversos factores de agressão externa e às emoções que sentimos, que vai exigindo uma série de mecanismos sucessivos de adaptação.

Todos nós precisamos de algum stress para nos sentirmos motivados para as tarefas do dia-a-dia e sem ele, efectivamente, o tédio tomaria conta das nossas vidas. Além disso, o stress representa também uma resposta útil do nosso organismo, que responde fazendo «soar» uma espécie de alarme ou mecanismos de defesa quando estamos menos preparados para responder a essas solicitações diárias.

Naturalmente que o nível mínimo de stress de que cada indivíduo precisa é relativo, já que cada pessoa apresenta, face a uma situação que o ameaça, um limiar de reacção que lhe é próprio e que depende do estado de saúde, das experiências passadas, da estrutura da sua personalidade e do grau de integração social. São esses factores que lhe permitem, eventualmente, encontrar apoio entre os membros da sua família, dos seus amigos ou mesmo noutras relações mais próximas.

No entanto, seja em que circunstância for, um stress intenso e prolongado tem sempre consequências negativas. Como a duração é também um elemento importante na resposta ao stress, alguns «habituam-se» rapidamente a uma agressão prolongada, outros não conseguem essa adaptação. Nesses casos, pode surgir uma fadiga que pode ser física, psíquica ou ambas e que vem desvirtuar significativamente a qualidade de vida.

Um sintoma, apenas

De um modo geral, «a fadiga é um sintoma que aparece numa série enorme de patologias, quer do foro físico como psíquico, e por si só raramente constitui uma doença», esclarece o Dr. Manuel Gonçalves, neurologista.

No plano psicológico, o stress está ligado à ansiedade e à angústia. Se o estado de stress se mantiver durante um certo período de tempo produzirá fadiga mental e, nas pessoas mais frágeis, pode até levar a uma síndroma denominada astenia crónica, ou seja, um estado de esgotamento, do qual é difícil recuperar. Mas «só in extremis e quando não se encontra uma outra causa associada é que é equacionada a hipótese de síndroma de fadiga crónica», salienta Manuel Gonçalves.

Do ponto de vista neurológico, há uma série de doenças que se acompanham de fadiga, nomeadamente «as doenças degenerativas, como a doença de Parkinson, doenças inflamatórias do sistema nervoso, como a esclerose múltipla, uma série enorme de perturbações do foro muscular, como as miopatias e neuropatias».

Depois há, ainda, as doenças do foro psíquico, «que se revelam com perturbações do humor, como a maior parte das situações depressivas, que a partir de algum tempo começam a acompanhar-se de fadiga, desmotivação, desânimo ou desinteresse».

Por alguma razão as pessoas dizem que têm um esgotamento e sentem a sensação física desse mesmo esgotamento…

Sintomas inespecíficos

Por vezes, torna-se difícil distinguir qual o problema que o doente tem, pois este apresenta um quadro de fadiga em conjunto com outros sintomas pouco claros.

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