Cancro da pele – Foco no: Melanoma

O diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível de modo a iniciar rapidamente o tratamento adequado, pois só assim se aumentam as hipóteses de cura do doente. Um tratamento tardio ou um não tratamento pode significar a morte do doente.
Como se desenvolve?
Este tipo de tumor, metastiza (espalha-se a outras partes do corpo) rapidamente.
Se o tumor crescer para a profundidade e penetrar nos vasos sanguíneos e/ou linfáticos pode provocar a morte em alguns meses ou poucos anos. A evolução varia muito de pessoa para pessoa e parece estar dependente da profundidade que o crescimento do tumor atingiu e das defesas do sistema imunitário e ainda outros factores.
Formas de tratamento
O tratamento do melanoma é cirúrgico. O melanoma tem que ser totalmente removido e com margens de segurança confirmada pelo exame histológico da peça operatória.
Se o tumor não tiver metastizado e se se proceder à sua remoção cirúrgica, a cura aproxima-se dos 100% nos melanomas “finos”. É preciso no entanto salientar, que estas pessoas necessitam de controlos periódicos pois correm o risco de desenvolver outros melanomas.
Nos melanomas que já tenham metastizado, além da cirurgia, podemos ainda recorrer à quimioterapia (uso de medicamentos para destruir as células cancerígenas) e à radioterapia (uso de radiações em doses elevadas e de alta energia para destruir as células cancerígenas), embora os resultados nestes casos tenham baixo índice de cura, e também a tratamentos que visam estimular a imunidade do portador como o interferão, vacinas.
Formas de prevenção
Para prevenir o melanoma deve:
- conhecer bem o seu tipo de pele. Têm maior risco as pessoas de pele clara com muitas sardas e sinais, cabelos claros ou ruivos que não se bronzeiam ou bronzeiam mal e pessoas que já tiveram melanomas ou têm familiares com melanoma, constituem grupo de risco. Estas pessoas devem ser vistas pelo dermatologista uma vez por ano;
- evitar excesso de exposição ao sol, especialmente entre as 11-16h;
- utilizar sempre protector solar adequado ao seu tipo de pele e que proteja dos raios nocivos, mesmo depois de já se estar bronzeado;
- usar vestuário, chapéu e óculos de sol, principalmente entre as 11-16h;
- evitar que crianças e adolescentes com menos de 16 anos tenham queimaduras solares/escaldões, pois estes aumentam o risco de desenvolver cancro da pele em idades mais avançadas.
Consultar o médico se aparecerem lesões na pele que não cicatrizem ou se houver alteração da cor, forma ou tamanho de um tumor, lesão ou sinal.
Quando consultar o médico especialista?
Deve consultar um especialista:
- sempre que uma ferida na pele não cicatrize, aumente de tamanho ou mude de forma;
- sempre que um sinal preexistente mude de cor, tamanho ou forma, ou que comece a sangrar. Aparecimento de feridas que curam lentamente;
- um sinal que se torne anormalmente grande;
- “bolhas de sangue” que apareçam sob as unhas e que não tenham resultado de uma agressão;
- o aparecimento de um sinal novo, principalmente após os quarenta anos, que apresente uma forma irregular ou uma cor anormal;
- um sinal que dê sintomas – comichão, picadas, etc.
Dr. António Picoto
Responsável de Dermatologia do GPSaúde

