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Menopausa: Uma nova etapa a meio da vida

17 Dezembro, 2010 0

A menopausa dá-se quando os ovários deixam de produzir hormonas femininas (estrogénios e progesterona), fenómeno que acontece em média por volta dos 51 anos de idade e que ocorre com a cessação da menstruação.

O momento preciso em que chegou a menopausa é estabelecido por retrospectiva, isto é, após um ano de amenorreia (ausência de menstruação). Deste dia em diante, a mulher encontra-se na pós-menopausa.

No período de tempo que antecede a menopausa, uma fase a que correntemente se chama climatério e que podem surgir irregularidades no ciclo menstrual (intervalo entre os ciclos, duração e fluxo), afrontamentos, suores nocturnos, entre outros sintomas.

Devido a estas irregularidades podem surgir algumas gravidezes indesejadas. Na verdade, a menopausa é um acontecimento natural da vida, não é uma doença ou uma disfunção.

Os sinais e sintomas desta fase diferem de mulher para mulher, quer na intensidade como na sua duração, além da predisposição para problemas de saúde (osteoporose e doença cardiovascular), pelo que é necessário recorrer a tratamentos diferenciados.

Recorde-se que com a melhoria dos cuidados de saúde e com o aumento da esperança média de saúde, é comum a mulher viver cerca de 1/3 da sua vida em pós-menopausa. O fundamental é prever este novo estado a meio da vida e saber como actuar.

Há alterações com a menopausa susceptíveis de trazerem riscos para a saúde da mulher: a diminuição das hormonas femininas (especialmente os estrogénios) pode conduzir a um aumento do risco cardiovascular, uma vez que é comum nesta fase surgir hipertensão arterial e aumento dos níveis de colesterol, e a osteoporose, como resultado de uma diminuição da fixação do cálcio aos ossos. O médico deve ter um papel determinante na detecção precoce destas alterações, aconselhando a mulher a adoptar mudanças no estilo de vida e na instituição de terapêutica adequada.

Com a redução da produção de estrogénios e progesterona pelos ovários, podem aparecer sintomas como afrontamentos, suores nocturnos, noites mal dormidas, dores de cabeça, palpitações, secura vaginal, irritabilidade, depressão, alterações na vida sexual.

Estima-se que cerca de 80 por cento das mulheres vão sentir alguns destes sintomas, que poderão durar meses ou até anos. Paralelamente, algumas mulheres podem perder a auto-estima, ou até sentir pânico com o envelhecimento, ao passo que outras se sentem mais libertas. O importante é que a mulher disponha de aconselhamento e encontre resposta para as suas dúvidas e uma explicação para o fenómeno que está na base de todas estas mudanças.

Por exemplo, quando vê diferenças quando se olha ao espelho, como a pele esmaecida e o cabelo oleoso, o seu médico ou o seu farmacêutico dar-lhe-ão uma explicação cabal: há uma redução ou cessação na produção de hormonas femininas, concomitantemente o seu corpo passou a produzir pequenas quantidades de hormonas masculinas (androgénios), que vai conduzir ao excesso de androgénios em circulação, e daí surgir o cabelo oleoso, diminuição da espessura do cabelo, e até o aparecimento de pêlos em zonas indesejáveis. Ora, as alterações hormonais têm tratamento adequado.

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