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Cuidar da saúde da próstata

8 Dezembro, 2010 0

Após os 45 anos, muitos homens apresentam alguns sinais de hiperplasia benigna da próstata (HBP). Trata-se de uma situação em que glândula do sistema reprodutor masculino aumenta de tamanho. Embora este seja um “mal menor”, os sintomas da HBP são, geralmente, semelhantes aos do cancro da próstata. Para se tirar a prova dos nove, os especialistas aconselham todos os homens, acima dos 50 anos, a realizarem regularmente um check-up.

Está preconizado que todos os homens após os 50 anos devem consultar regularmente o seu médico assistente, a fim de saberem qual o estado de saúde da próstata. Segundo os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Urologia (APU), cerca de 60 a 70%
dos homens com mais de 60 anos sofre de hiperplasia benigna da próstata (HBP).

Esta situação, embora não seja de origem maligna, pode provocar algumas complicações de saúde, nomeadamente no que se refere ao tracto urinário. “Com o crescimento da próstata, a uretra é comprimida, gerando uma obstrução urinária”, explica o Dr. Tomé Lopes, presidente da APU. Com a bexiga a realizar um maior esforço, os doentes apresentam maior frequência urinária e uma menor pressão do jacto, acompanhado de urgência nas micções.

Apesar de muitos homens julgarem que estes sintomas são próprios da idade, o especialista diz que não se deve virar as costas ao problema. “Hoje em dia, esta patologia é facilmente tratável, desde que os homens procurem o médico na fase inicial, aquando dos sintomas miccionais. Se protelarem, a HBP pode evoluir para estádios terminais mais graves, em que a bexiga deixa de funcionar convenientemente.”

Como não existe prevenção da HBP, aconselha-se que todos os homens a partir dos 50 anos façam a despistagem da doença junto do seu médico assistente, uma vez que as causas deste crescimento ainda não estão esclarecidas cientificamente “Na consulta, faz-se o teste do antigénio específico da próstata (PSA) e a palpação da próstata.”

O tratamento desta patologia está à distância da administração de “fármacos que reduzem o tamanho da próstata e facilitam a micção”. A esmagadora maioria dos doentes “é tratada com medicamentos”. Quando os sintomas são severos (sangue na urina, infecções urinárias de repetição, cálculos na bexiga) e a patologia já não é resolvida por via medicamentosa, “há indicação cirúrgica para a HBP”.

 

O lado “mau” da doença prostática

Contrariamente à HBP, o cancro da próstata e uma patologia de foro maligno que atinge cerca de 4 mil novos doentes anualmente. Do total deste número, a taxa de mortalidade situa-se nos 1500 casos. Os homens de raça negra, a hereditariedade e o avanço da idade estão entre as principais factores de risco que conduzem ao aparecimento deste carcinoma. “Um homem que tenha história familiar de cancro da próstata tem cinco vezes mais hipóteses de desenvolver um tumor desta natureza.”

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Assim, para estes grupos de risco, está estabelecido que a consulta regular ao médico se deva realizar anualmente a partir dos 45 anos. Estas recomendações devem ser cumpridas à risca pelos homens, uma vez que o cancro da próstata não dá sintomas quando está localizado ao órgão. “O único meio de se fazer a despistagem é através de uma vigilância periódica.” Quando a doença evolui para fases mais avançadas, normalmente os homens apresentam sintomas urinários e sinais ligados às metástases (dores lombares e ósseas). “Neste estádio, o cancro não é curável, embora existam tratamentos paliativos.” Quando os carcinomas são detectados precocemente, a taxa de cura ronda os 90%.

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