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Menopausa: Uma nova etapa a meio da vida

17 Dezembro, 2010 0

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O que é a THS?

A terapêutica hormonal de substituição (THS) é obrigatoriamente prescrita pelo médico e consiste na administração de medicamentos que repõem no organismo as hormonas que os seus ovários deixaram de produzir, total ou parcialmente: estrogénios e progesterona. Estes medicamentos são especialmente eficazes no alívio dos sintomas como os afrontamentos ou a instabilidade emocional, melhorando a qualidade de vida da mulher. Tal terapêutica está limitada no tempo, existindo diferentes modos de administração sempre controlados pelo médico.

No passado, a THS era recomendada para praticamente todas as mulheres, não só para alívio sintomático da menopausa, mas também para prevenção da osteoporose e das doenças cardiovasculares. Porém, no início deste século, alguns estudos envolvidos por muita celeuma revelaram existir uma relação entre a THS e o risco de cancro da mama, doença coronária arterial, trombose e cancro do ovário, pelo que se introduziram vários filtros e cautelas na sua prescrição.

Há vários tipos de terapêutica hormonal. Começando pelos contraceptivos orais, podem ser prescritos contraceptivos combinados (orais ou noutras apresentações) por representarem uma alternativa segura para mulheres saudáveis não fumadoras, estando os seus benefícios comprovados para a regulação da hemorragia uterina, a manutenção da densidade óssea e a redução do risco de tumor do ovário.

Os contraceptivos com progestagénios podem ser uma alternativa para a contracepção em mulheres para as quais os estrogénios estão contra-indicados, caso de mulheres fumadoras, com hipertensão arterial ou diabetes. A THS revela-se como alternativa eficaz no tratamento dos sintomas vasomotores, na prevenção e tratamento da osteoporose e nos problemas urogenitais. Instâncias como a Agência Europeia do Medicamento recomendam que a THS deve ser feita apenas no tratamento de sintomas da menopausa, devendo ser utilizada a dose eficaz mínima no menor período de tempo possível.

Temos situações em que a THS está contra-indicada (caso do cancro da mama, doença tromboembólica arterial, doença empática…), e outras em que deve ser administrada com precaução (caso de diabetes, insuficiência cardíaca ou renal, hipertensão…), competindo ao profissional de saúde estar atento às potenciais reacções adversas e dialogar com a sua doente acerca das interacções.

A Sociedade Portuguesa de Menopausa, que tem procurado reposicionar a THS fora das discussões acaloradas e do tratamento mediático sensacionalista, recomenda o tipo de exames a efectuar antes de se iniciar a THS (papanicolau, mamografia, ecografia ginecológica, perfil lipídico, densitometria), e recorda as suas contra-indicações e quais as situações em que a THS está a ser erradamente contra-indicada.

A conversa com o profissional de saúde levará a compreender o grau dos benefícios do tratamento hormonal: diminuição dos afrontamentos, suores nocturnos, alterações de humor, insónias, secura vaginal, risco de osteoporose e fracturas, dificuldade de concentração, fadiga e falta de energia.

 

E a farmácia?

A intervenção das farmácias deve fazer sentido essencialmente na importância das mulheres consultarem regularmente o médico, com intuito de fazerem os devidos exames para controlo e despiste de outras situações.

Ao nível da THS, a intervenção da farmácia pode e deve-se fazer sentir em contextos como: caso a mesma não esteja ainda instituída, esclarecer de que se trata e sensibilizar para a importância de ser acompanhada pelo seu médico (da especialidade ou mesmo médico de família); o esclarecimento de questões sobre esta mesma terapêutica, colocadas pelas utentes; incentivar a adesão à terapêutica; desmistificar eventuais dúvidas ou receios; recomendar a consulta regular do médico de forma a acompanhar a mesma.

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