Células Estaminais: Terapias Celulares e Engenharia de Tecidos Humanos - Médicos de Portugal

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Células Estaminais: Terapias Celulares e Engenharia de Tecidos Humanos

31 Agosto, 2008 0

A Engenharia de Tecidos (ET) humanos combina numa mesma abordagem, e sempre com uma orientação fortemente virada pala a aplicação clínica, células estaminais do próprio paciente (abordagem autóloga) e suportes poliméricos (vulgo plásticos) biodegradáveis.

Estes suportes tridimensionais são produzidos com determinadas características adequadas ao tipo de células estaminais que neles serão “semeadas”. Esta combinação células/materiais é depois cultivada em in-vitro, iniciando a formação do tecido em questão, sendo passado algum tempo implantada no paciente original, o “dador” das células.

Numa situação ideal o plástico degrada-se, sendo reabsorvido, as células continuam a formar tecido e no final temos regeneração total do defeito ou tecido.

De facto a ET surge do cruzamento de diferentes áreas, como biologia, química, física e engenharia e pretende conseguir a reparação e regeneração de um dado órgão ou tecido que já não consegue desempenhar correctamente a sua função biológica.

Em termos muito simples, a Engenharia de Tecidos pretende substituir as “peças” defeituosas e estragadas do nosso corpo.

No Grupo de Investigação 3B’s – Biomateriais, Materiais Biodegradáveis e Biomiméticos (www.dep.uminho.pt/3bs) – existe uma grande esforço e uma estratégia bem pensada e implementada no sentido de desenvolver estratégias eficazes de Engenharia de Tecidos.

O grupo, um dos mais activos grupos científicos Portugueses, está fortemente envolvido em vários projectos e cooperações internacionais. Numa estratégia eficiente de Engenharia de Tecidos, acredita-se nos 3B´s –

U. Minho que combinar materiais de suporte adequados com células estaminais adultas é claramente o caminho a seguir. As células estaminais foram reconhecidas desde que a histologia e a embriologia desvendaram o segredo da vida, dos tecidos e dos órgãos.

Estas células podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo de diferenciação e, em teoria, manter a capacidade de substituir qualquer célula do corpo humano.

Mas há que entender, que ao contrário do que muitas vezes passa para a opinião pública, não existem só células estaminais embrionárias, mas também adultas, por exemplo na gordura ou na medula óssea. Estas células estaminais, se utilizadas adequadamente em terapias celulares ou engenharia de tecidos, podem regenerar qualquer tipo de tecido ou órgão danificado.

Nos 3B´s acredita-se que para muitas aplicações no domínio das terapias celulares, e engenharia e regeneração de tecidos, a utilização de células estaminais adultas poderá ser suficiente.

Todavia para encontrar soluções para problemas como diabetes, Parkinson, Alzheimer, doenças cardíacas, entre outras, e para ser possível encontrar uma terapia eficaz que possa resolver estas e outras doenças ainda sem tratamento na sociedade moderna, será certamente necessário a utilização de células estaminais embrionárias.

De modo a garantir a disponibilidade de células estaminais (por exemplo de medula óssea ou do cordão umbilical) quando estas são necessárias para determinadas terapias, é necessário a sua preservação para utilização posterior (muitas vezes largas dezenas de anos depois da colheita).

Surge assim, a criopreservação que pode ser definida de um modo muito simples como a manutenção de células retiradas do corpo através do congelamento das mesmas em condições especiais que permitam que elas se mantenham “adormecidas” até serem novamente necessárias.

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