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Dente a dente…

29 Junho, 2010 0

O primeiro dente de um bebé é sempre recebido com entusiasmo. Muitas vezes é anunciado por algum desconforto, mas raramente passa disso. Importante é começar logo a cuidar dos dentes de leite para que sobrevivam saudáveis até que os definitivos cheguem.

Como em qualquer etapa do desenvolvimento do bebé, o romper do primeiro dente é geralmente aguardado com alguma ansiedade. E em nome dessa ansiedade quantas vezes se olha para o bebé do vizinho ou do amigo, numa tentativa de perceber se a dentição do nosso estará ou não atrasada.

Contudo, não vale a pena fazer comparações – nem sobre os dentes, nem sobre o gatinhar e o andar, nem sobre as primeiras palavras… É que cada bebé tem o seu próprio ritmo. E no que respeita à primeira dentição há um espaço de tempo relativamente alargado em que ela pode acontecer – o primeiro dente pode apressar-se e romper pelos três meses ou pode ficar adiado até perto do primeiro aniversário. E até há casos – raros – em que o bebé já nasce com dentes…

Assim acontece porque os dentes começam a ser formados durante a gravidez: pela oitava semana de gestação, pequenos bolbos ovais constituídos por células desenvolvem-se no embrião, começando a endurecer à 16ª semana. Primeiro desenvolve-se a coroa, a parte coberta por esmalte que vai emergir na boca, e só depois cresce a raiz do dente.

Este é um processo que acontece no interior das gengivas, quer com os chamados dentes de leite, quer com os definitivos: nenhum deles está visível quando o bebé nasce, mas estão todos já formados e alinhados, prontos para romper.

A erupção do primeiro dente dá-se com a coroa completa, mas a raiz ainda não. São 20 os dentes que constituem a primeira dentição, que, geralmente, está completa pelo terceiro ano de vida. Estes dentes nascem por uma ordem pré-definida: primeiro os dois incisivos centrais da gengiva inferior, depois quatro em cima (os dois incisivos centrais e dois laterais), seguindo-se-lhes os dois incisivos laterais de baixo.

Os primeiros molares vêm a seguir e só depois os quatro caninos (localizados ao lado dos incisivos laterais superiores e inferiores). Finalmente, os últimos molares no espaço que sobra em cada gengiva.

 

Incomodam, mas…

A chegada do primeiro dente é, com frequência, anunciada por alguns comportamentos do bebé: ele começa a babar-se mais e a levar à boca os dedos e todos os objectos que apanhe à mão. Assim acontece porque as gengivas estão naturalmente mais sensíveis e o bebé procura aliviar esse incómodo, esfregando-as.

O bebé pode ficar um pouco mais agitado do que o costume, assim exteriorizando o seu desconforto. E quanto muito pode declarar-se alguma febre, mas habitualmente não costuma ser elevada, além de se circunscrever aos dias que antecedem o romper do dente.

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O que há a fazer é aliviar o desconforto. Para o efeito, estão disponíveis acessórios próprios, nomeadamente anéis de borracha contendo um gel e que se colocam previamente no frigorífico: são perfeitamente seguros para o bebé morder, ajudando a refrescar a boca. Existem ainda geles com a mesma função, mas antes de serem aplicados nas gengivas do bebé é conveniente procurar o conselho de um profissional de saúde: o pediatra, o dentista ou o farmacêutico indicarão se o produto em causa é adequado para o bebé.

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