Dente a dente…
Quando se instala um estado febril, é possível atenuá-lo administrando um medicamento específico, por exemplo à base de paracetamol: mais uma vez deve aconselhar-se com o médico ou com o farmacêutico, tendo em conta, aliás, que a aspirina e medicamentos dela derivados não podem ser dados a crianças, pois estão associados a uma doença rara mas grave (síndrome de Reye).
E porque é normal que o bebé se babe, devido à maior produção de saliva gerada pelo facto de levar os dedos à boca, a pele do rosto – e mesmo a do pescoço e do peito – pode ficar ligeiramente irritada, com vermelhidão e pequenas borbulhas. Se isso acontecer pode aplicar-se uma loção hidratante ou calmante.
De pequenino…
Já se viu que os dentes começam a ser formados logo às primeiras semanas de gestação, apesar de só a partir do terceiro mês de vida estarem preparados para romper. A mesma lógica deve ser respeitada em relação à saúde oral, iniciando-a ainda antes do primeiro dente estar cá fora. Pelas gengivas deve ser passada uma gaze (um tecido húmido também serve) de modo a remover os vestígios do leite (seja materno ou não).
O mesmo cuidado se deve ter com os primeiros dentes. Pelo primeiro ano de vida, a dentição já está mais ou menos composta, podendo começar a usar-se uma escova de dentes: de filamentos suaves e apenas com água, passando a usar pasta dentífrica, mas sem flúor, pelos 18 meses. Duas vezes ao dia, porque nessa altura a alimentação da criança já é bastante diversificada.
Os primeiros cuidados de higiene oral são, naturalmente, praticados pelos pais – afinal, está em causa um bebé… Mas a partir dos dois anos a criança já pode ser envolvida, deve mesmo ser estimulada a fazer a sua própria higiene. E tornar este hábito diário num momento de brincadeira ajuda: os modelos de escovas são cada vez mais atraentes e os dentífricos têm sabor a tudo, desde fruta a pastilha elástica.
As primeiras vezes devem ser acompanhadas por um adulto, até como forma de dar o exemplo. Mas aos cinco, seis anos as crianças já estão em condições de serem autónomas nesta tarefa e a isso devem ser incentivadas.
Afinal, é de pequenino que se zela pela saúde oral.
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Definitivos à espera
Uma adequada saúde oral permite que os dentes de leite cheguem intactos até ao momento de serem substituídos. O que começa a acontecer, mais mês, menos mês, por volta dos seis anos, altura em que cai o primeiro dente.
Este é outro marco na vida da criança, pois geralmente coincide com a entrada na escola. Um olhar sobre o recreio do primeiro ano do primeiro ciclo mostra decerto muitos sorrisos desdentados…
Se não houver qualquer problema com a saúde oral, os dentes de leite caem pela mesma ordem em que romperam. Os incisivos centrais vão, pois, à frente. E isto acontece porque os definitivos também nascem por essa ordem.

