Dente a dente…
Quando começam a pressionar a gengiva, a raiz do dente de leite vai-se dissolvendo e ele perde a sustentação: isso significa que o dente definitivo está pronto para nascer, pelo que o de leite cai.
São 32 os dentes definitivos que se vão alinhando ao longo dos 15 anos seguintes, estando a dentição completa com os chamados sisos ou terceiros molares: nalgumas pessoas nunca chegam, porém, a romper, por falta de espaço, podendo ser, ou não, necessário removê-los (depende do incómodo que causam).
Cuidar dos dentes – praticando uma boa higiene oral e fazendo consultas regulares no dentista – é importante desde a primeira hora. É com eles que cortamos e mastigamos os alimentos, mas o seu papel é muito mais do que mecânico – é que os dentes também estão envolvidos na articulação dos sons, tendo pois uma palavra a dizer no modo como comunicamos.
A culpa não é do biberão
Chama-se cárie do biberão, mas a culpa não é do biberão – é do seu conteúdo. O biberão não causa danos aos dentes, mas quando o seu conteúdo – mesmo que seja leite – permanece na boca da criança sem ser engolido acaba por favorecer o desenvolvimento de bactérias e abrir caminho a cáries.
É um risco que está associado ao hábito de dar um último biberão – com leite ou um sumo de fruta – à criança quando ela já está deitada. Apesar de adormecida, a criança mantém a capacidade de sucção – por reflexo – e bebe o que lhe é oferecido.
Contudo, há sempre uma porção de líquido que não é engolida e acaba por ficar retida na boca: aí fica em contacto com os dentes e os ácidos produzidos pelas bactérias entram em acção.
Se esta situação se repetir muitas vezes, os dentes acabam por sofrer danos. É a chamada cárie do biberão.
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