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Dor: A vida não tem de ser dolorosa

11 Novembro, 2011 0

Não há razão para sofrer em silêncio… Causa de sofrimento físico e emocional, a dor jamais deve ser ignorada ou negligenciada. Há tratamentos pensados para recuperar a sua qualidade de vida.

As síndromes dolorosas mais frequentes são as dores de costas, a osteoartrose (ou artrose), as dores de cabeça (ou cefaleias), a enxaqueca, a dor de dentes, a dor menstrual e as dores (de cabeça e articulares) associadas a gripes e constipações.

A dor é, para muitos especialistas, o quinto sinal vital, a seguir à frequência cardíaca, à frequência respiratória, pressão arterial e temperatura. Mas a dor é um fenómeno subjectivo, que pode desencadear sensações de intensidade distinta em pessoas diferentes ou até na mesma pessoa em momentos distintos. Além disso, pode existir dor sem lesão aparente, o que contribui ainda mais para o seu carácter subjectivo.

A complexidade da dor envolve sentidos e emoções. É, naturalmente, uma experiência desagradável, mesmo para as pessoas mais “resistentes”. Mas, não raras vezes, é subvalorizada precisamente pela sua subjectividade.

No entanto, ignorar a dor pode limitar irremediavelmente a capacidade de realizar as actividades do dia-a-dia. A dor é definida, segundo a International Association for the Study of Pain, como uma “experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada com uma lesão real ou potencial dos tecidos, ou descrita em termos que evocam essa lesão”.

Assim, a dor, em particular a dor crónica, pode estar presente na ausência de uma lesão concreta ou persistir para além da cura da lesão que a originou. Nesta situação, a dor deixa de ser um sintoma para se tornar numa doença por si só.

Considera-se dor crónica aquela que, de forma contínua ou recorrente, existe há três meses ou mais, ou quando persiste para além do curso normal de uma doença aguda ou da cura da lesão que lhe deu origem.

Pelo exposto, foi criado em 2001, um Plano Nacional de Luta Contra a Dor, no âmbito do qual têm vindo a ser criadas unidades de dor nos hospitais públicos do país, visando a divulgação junto dos profissionais de saúde de orientações técnicas, com o objectivo da melhoria efectiva da qualidade de vida dos doentes com dor, e da implementação de programas eficientes de avaliação e tratamento.

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Como medir para tratar

A subjectividade associada à dor torna mais difícil identificá-la e tratá-la. Mas, esta dificuldade, não é sinónimo de impossibilidade de tratamento. Actualmente, existem meios complementares de diagnóstico que permitem detectar algumas causas de dor, nomeadamente lesões. Mas mesmo quando não existe lesão, a dor não deve ser menosprezada.

No processo de identificação, existem escalas de medição da intensidade da dor, aceites internacionalmente e que são ferramentas para os médicos, em que é importante a colaboração dos doentes. A escala que for utilizada numa primeira medição deve manter-se, de modo a que seja possível comparar a evolução da dor num mesmo doente, em momentos sucessivos. Desta forma, mitiga-se parte da subjectividade que caracteriza a dor e permite-se um direccionamento mais rigoroso do tratamento.

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