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Dor: A vida não tem de ser dolorosa

11 Novembro, 2011 0

Os efeitos físicos e psicológicos da dor tornam o tratamento imprescindível mas diferente, de acordo com o tipo e a intensidade da dor. A dor aguda não pode ser tratada da mesma maneira do que uma dor crónica.

Em ambas, há duas vias de tratamento: a terapêutica farmacológica, com recurso a medicamentos, e a não farmacológica, que envolve técnicas como a fisioterapia, entre outras.

No que respeita à terapêutica farmacológica, os medicamentos indicados são os analgésicos, que estão especificamente orientados para o tratamento da dor. São de dois tipos: os não opióides (como o paracetamol e os anti-inflamatórios não esteróides) e os opióides (como a codeína e a morfina). Consoante o diagnóstico – em particular a intensidade e a natureza da dor – são seleccionados os medicamentos mais apropriados.

No caso da dor crónica, podem ainda ser utilizados os chamados fármacos adjuvantes, que, não sendo verdadeiramente analgésicos e tendo indicações para outras situações, contribuem para o controlo da dor.

Incluem-se nesta categoria os antidepressivos, os ansiolíticos, os anticonvulsivantes, os corticoesteróides, os relaxantes musculares e os anti-histamínicos. Podem ser utilizados associados aos analgésicos opióides e aos não opióides e até isolados, em situação como a neutopatia diabética.

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Em determinadas situações de dor pode ser necessário o recurso a métodos mais invasivos, que envolvem a injecção dos medicamentos próximo do local onde existe a dor ou ao longo do trajecto dos nervos que conduzem a sensação dolorosa.

Já o tratamento não farmacológico envolve, na generalidade das situações, a fisioterapia, visando o movimento controlado das partes do corpo mais afectadas pela dor, com o objectivo de restaurar a funcionalidade de articulações e músculos.

As implicações da dor crónica no quotidiano de alguns doentes são tais que o tratamento pode ser complementado com apoio psicológico.

A psicoterapia pode revelar-se útil para lidar com o efeito negativo da dor na mobilidade, na comunicação e nos relacionamentos.

 

Parâmetro para avaliar a dor

• Características da dor (localização, intensidade, qualidade, duração, frequência e sintomas associados)

• Factores de alívio e de agravamento

• Uso e efeito de medidas farmacológicas e não farmacológicas

• Formas de comunicar/expressar a dor

• Habilidades e estratégias para enfrentar a dor e outros problemas de saúde

• Efeitos da dor na vida diária

• Impacto emocional e socioeconómico

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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