Gerir a energia: uma nova aprendizagem nas empresas
Os desafios da situação económica actual, as constantes turbulências dos mercados e a conjuntura obrigam os líderes a um envolvimento cada vez maior nas tarefas profissionais. Hoje o “nine to five” passou a 24/7. A ligação permanente aos centros de decisão, aos escritórios, ao “head office” implica um desgaste físico e psicológico difícil de suportar com evidentes consequências nas capacidades de decisão dos quadros das empresas.
É habitual vermos os líderes centrarem a sua principal preocupação na gestão do tempo. Para isso, as agendas electrónicas, os PDAs, os smartphones são instrumentos indispensáveis. Todavia, e apesar dos nossos esforços, o tempo é imutável! Vinte e quatro horas são sempre 24h. O que poderemos alterar é a forma como vivemos esse tempo, ou seja, como gerimos a nossa energia no dia-a-dia.
Tal e qual como um atleta de alto rendimento, um gestor tem de perceber que o seu rendimento profissional está dependente da forma como consegue manipular a sua energia: focando-se nos momentos decisivos, descansando/recuperando entre esforços. É essa a base do sucesso e do progresso das capacidades do atleta e do gestor.
Um quadro de uma empresa tem de iniciar a sua actividade, todos os dias, na plenitude das suas capacidades. Tal e qual como um atleta! Para isso, tem de TREINAR. Tem de TREINAR a gerir a sua energia. Sabendo que as suas competências físicas condicionarão de forma indelével as suas decisões, uma atenção redobrada à forma como gere a sua vida é, na realidade, decisiva.
Como podemos imaginar um atleta a tomar um pequeno-almoço em pé, a correr para o treino, a não fazer uma única pausa para recuperar, a almoçar na pista, a tomar um café a meio da tarde, a jantar às 10horas e deitar-se, de seguida, para acordar passadas cinco ou seis horas de sono? Se esta é uma realidade impensável para um elevado desempenho desportivo, porque não há de ser, também, para um quadro que tem, igualmente, de revelar um desempenho de alto nível?
Esta nova visão da vida de um líder ou de um quadro de uma empresa tem a sua fundamentação no pressuposto que um decisor, tal como um atleta, necessita, para ser produtivo, de estar fisicamente capaz, apto e disponível.
Ou seja, de aprender, TREINANDO, a manusear as 4 premissas determinantes da GESTÃO DA ENERGIA FÍSICA:
ALIMENTAÇÃO – REPOUSO – RECUPERAÇÃO – EXERCÍCIO
Alimentação como suporte de um estado de saúde compatível com as exigências profissionais. Hoje sabe-se, por exemplo, que a glicemia não só tem uma interferência decisiva no aparecimento de algumas patologias, como é também fortemente influenciadora de mediadores bioquímicos relacionados com o estado emocional, interferindo, consequentemente, com as nossas capacidades de escolha e decisão.
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Repouso como pressuposto para reposição a curto prazo dos níveis de concentração física e psíquica. Um intervalo bem gerido permite uma reposição de energia determinante para o desempenho.
Recuperação como meio de regeneração estrutural e metabólica do nosso organismo. Por mais motivação que tenhamos, por mais vontade que coloquemos nas nossas tarefas, as reservas vão-se esgotando, independentemente decididos que estejamos em continuar a trabalhar ou a negar o tempo de repouso, na medida em que as nossas células necessitam de ser regeneradas.
Essa regeneração celular consegue-se através da alimentação e do repouso, ou seja, pela recuperação.
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