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Porque devemos beber água?

23 Agosto, 2008 0

A água assume uma função de extrema importância no nosso organismo, assentando todo o metabolismo humano em reacções desenvolvidas em soluções aquosas. Esta transporta nutrientes e representa um importante papel no transporte e eliminação dos produtos tóxicos resultantes do trabalho do organismo.

Água: o maior constituinte do seu organismo
A água é o maior constituinte do corpo humano e a sua percentagem varia em função da quantidade de massa muscular e de tecido adiposo, pois é no tecido muscular que se encontram as células com maior concentração de água, por oposição às células do tecido adiposo e ósseo que têm as concentrações mais baixas. A percentagem de água no peso corporal de um prematuro é de cerca de 81%, a de um bebé é de 68% e a de uma criança é de 60%. Nos adultos, a percentagem de água é de cerca de 54% nos homens e 49% nas mulheres.

Ao longo do dia, o nosso organismo perde mais de dois litros de água – através da urina (1.400ml), das fezes (100ml), do suor (100ml) e do ar que sai dos pulmões (350ml) – pelo que temos que a repor. A perda de água, no dia-a-dia, pode ser colmatada, se houver uma adequada reposição, pelo que é necessário ingerir diariamente uma quantidade de água equivalente à quantidade de água perdida.

A entrada de água no organismo pode fazer-se através da sua ingestão directa e, indirectamente, através dos vários alimentos e de outros líquidos da dieta alimentar, que já em si a contêm, como é o caso da fruta, dos legumes, do leite, dos iogurtes e dos sumos.

 

Quando o corpo seca

Como sabe, quando se perde mais fluidos do que aqueles que se ingerem e o corpo não tem água suficiente para assegurar as suas funções normais, ou seja, há um desequilíbrio no balanço hídrico, dizemos que o organismo está desidratado, podendo esta situação ser grave ou muito grave.

De facto, sabe-se que é possível sobreviver várias semanas sem ingerir qualquer alimento, mas poucos dias sem beber. No caso da água, no entanto, sabe-se que, em climas moderados, um adulto apenas consegue viver até dez dias sem água e uma criança até cinco dias.

Regra geral, a sede constitui o primeiro sinal de desidratação, mas rapidamente se chega a situações como uma pior performance física e hipovolémia (-3% do peso em água), náuseas, dificuldade em manter a temperatura do corpo estável, dificuldades de concentração e diminuição das capacidades de trabalho (-5% do peso em água).

Num estado de desidratação ainda mais avançado (-10% do peso em água), a desidratação pode provocar fraqueza, espasmos musculares e delírio. Numa perda de cerca de 11% do peso em água, pode haver falha da função renal e com 20% pode mesmo ocorrer morte.

Existem determinadas situações que favorecem a desidratação, como as temperaturas elevadas, a prática de desporto, os ambientes de humidade reduzida, as altitudes elevadas e as situações de diarreia ou vómitos, pelo que perante estas situações deverá aumentar os líquidos ingeridos.

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