Pneumonia: Alvéolos invadidos
Quando bactérias, vírus ou outros agentes infecciosos conseguem chegar aos pulmões, instalam-se nos alvéolos e são responsáveis pela pneumonia. Uma doença que se trata, mas que pode ser grave, pelo que o melhor é prevenir. Vacinando. E não só.
No início, confunde-se com uma constipação ou uma gripe. São os sintomas que permitem essa confusão: tosse, febre, arrepios. Além de que, com frequência, se segue a uma destas infecções virais típicas do Inverno.
Contudo, a pneumonia é mais grave, correspondendo a uma inflamação dos pulmões que, em organismos mais debilitados, pode ser fatal.
São, aliás, as pessoas mais frágeis que correm maior risco: as crianças, os idosos, os doentes com o sistema imunitário enfraquecido (com VHI/sida, submetidos a um transplante ou a tratamentos de quimioterapia, por exemplo) e os portadores de patologias como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras.
Os vírus constituem uma das causas mais comuns de pneumonia, mas há outras: bactérias, fungos, químicos. Cerca de metade das pneumonias são virais, o que explica a semelhança de sintomas com a constipação ou a gripe.
Tosse (seca), dor de cabeça, dores musculares, fadiga e febre são manifestações iniciais comuns, mas à medida que a infecção progride é provável que surja dificuldade respiratória e que haja produção de muco (transparente ou esbranquiçado).
Quanto à pneumonia bacteriana, pode acontecer isoladamente, em simultâneo com uma infecção viral ou na sequência de uma doença respiratória como a gripe.
Os sintomas declaram-se subitamente, incluindo tremores e arrepios, febre elevada, suores, dificuldade respiratória, dor no peito e tosse com muco espesso, entre o amarelo e o verde. São muitas as bactérias passíveis de causar pneumonia, entre elas se destacando o estreptococo e o pneumococo.
Também alguns tipos de fungos podem estar na origem da doença, embora mais raramente. Nas pessoas afectadas, os sintomas tanto podem passar quase despercebidos como persistir por meses.
Responsáveis por uma pneumonia muito específica são os micoplasmas, organismos minúsculos que desencadeiam sintomas muito semelhantes aos da pneumonia viral ou da bacteriana, mas atenuados.
É a chamada pneumonia atípica pois a pessoa pode não ficar suficientemente doente para procurar tratamento ou pode nem sequer se aperceber da doença.
Este é o tipo de pneumonia que se espalha facilmente entre crianças em idade escolar e jovens ou adultos quando em espaços sobrelotados.
Além das fontes de infecção, há outras formas de classificar a pneumonia, distinguindo-se entre a adquirida na comunidade e a hospitalar ou nosocomial. Estar internado aumenta o risco de contrair a doença, sobretudo numa unidade de cuidados intensivos em que o doente esteja ligado a um ventilador (um aparelho que ajuda a respirar): é que o tubo por onde se respira pode albergar bactérias.
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Filtros ineficazes
A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, mais precisamente dos alvéolos pulmonares, os pequenos sacos de ar existentes nas extremidades dos brônquios. Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções pois o organismo filtra o ar que respiramos.

