Cuidado com as alergias alimentares no Natal
A ingestão de alimentos típicos da época natalícia, como o marisco e os frutos secos, pode desencadear reacções alérgicas a milhares de portugueses. As alergias alimentares atingem cerca de 1 a 2 por cento da população adulta e mais de 8 por cento das crianças, nos países industrializados.
“O número de pessoas com reacções alérgicas após ingestão de determinados alimentos, mesmo em quantidades diminutas, tem vindo a aumentar. As alergias mais comuns são ao leite de vaca, ovo, trigo, marisco e frutos secos”, explica João Fonseca, coordenador das Unidades de Imuno-Alergologia do institutocuf e hospitalcuf porto.
O também vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) alerta ainda para as diferenças entre a alergia e intolerância alimentar: “Numa alergia alimentar existe uma reacção do sistema imunológico ao que considera ser um alergénio, como por exemplo o marisco, podendo a reacção ser grave, eventualmente, fatal. Já numa intolerância o organismo tem dificuldade em processar o alimento, mas não existe participação imunológica.”
A alergia a um determinado alimento origina, normalmente, o aparecimento de sintomas poucos minutos após a ingestão. A reacção alérgica imediata pode atingir a pele, as vias respiratórias e os sistemas gastrointestinal e cardiovascular, de forma isolada ou combinada. Os testes e provas de provocação permitem identificar o alérgeno e determinar se existe risco de reacção por contaminação de outros alimentos com pequenas quantidades do alérgeno.
As Unidades de Imuno-Alergologia do institutocuf e hospitalcuf porto possuem todos os exames recomendados internacionalmente para avaliar objectivamente as patologias alérgicas, a função respiratória e a inflamação das vias aéreas.
LPM Comunicação
www.lpmcom.pt

