Unhas: Quem disse que a ansiedade é para roer? - Médicos de Portugal

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Unhas: Quem disse que a ansiedade é para roer?…

28 Dezembro, 2014
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Basta um imprevisto, uma inquietação, e as unhas é que pagam. Este comportamento, manifestamente compulsivo, não é nada fácil de controlar… A ansiedade!

Seja qual for a idade ou o sexo, a onicofagia (traduzida no acto de roer as unhas) é um vício. E, como outros vícios, a vontade é imprescindível para o superar. De facto, por maior que seja a oferta de produtos para ajudar a perder essa mania, sem força de vontade… nada feito.

Só que roer as unhas não tem meras consequências estéticas. Envolve sérios riscos de higiene – o mesmo é dizer que quando é complicado resistir, mais vale lavar as mãos frequentemente para ingerir o mínimo de microrganismos e ter cautela quando a ânsia extravasa as fronteiras das unhas e se estende até às peles na base da unha. É que essas lesões cutâneas são uma verdadeira “via verde” para fungos e bactérias, e, com eles, o risco de micoses e de panarícios.

Recorrer a vernizes de sabor desagradável ou a pensos sobre os dedos são técnicas que podem ajudar a minimizar os danos.

A onicofagia tende a iniciar-se logo na infância, entre os 5 e os 15 anos. Se é verdade que, na maior parte das situações, a perturbação acaba por desaparecer ou deixar pequenos tiques, como uma mordiscadela de quando em vez, em alguns casos, a mania cresce com o indivíduo até à idade adulta. Estudos apontam para que apenas 2% dos onicófagos ganhem esse estatuto devido a sérios problemas psicológicos ou psiquiátricos. Mas a verdade é que os adultos que roem as unhas são pessoas ansiosas.

Roer as unhas é uma dependência que pode destruir a unha e provocar infecções. Controlar implica querer. Depois, podem ser utilizadas loções repulsivas,unhas de acrílico, muito duras, ou de gel, que ajudam à tomada de consciência de que se está a levar a mão à boca, sendo, normalmente, bem toleradas.

No caso das crianças, os pais devem manter a serenidade perante umas quantas roedelas, evitando repreensões excessivas. Só se surgirem derrames ou infecções frequentes é que se deve avançar para uma opinião médica, seja um dermatologista ou um psicólogo.

 

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