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Tratar da menopausa com tibolona

6 Março, 2007 0
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Para além da terapêutica hormonal de substituição clássica, as mulheres dispõem de uma outra alternativa para o tratamento dos sintomas da menopausa. A tibolona é um fármaco que constitui uma terapêutica alternativa às convencionais que actua no cérebro, osso e vagina e não no endométrio e na mama.

Tratar da menopausa com tibolona. A menopausa é uma fase natural de todas as mulheres e deve, por isso, ser passada da melhor forma. É claro que os sintomas da menopausa, nomeadamente os afrontamentos, são, muitas vezes, o grande tormento das mulheres que se encontram neste período, pela deficiência de produção de estrogénios.

De acordo com o Prof. Jorge Branco, director da Maternidade Dr. Alfredo da Costa e professor da Faculdade de Ciências Médicas, «a menopausa é uma situação de carência estrogénica devida ao esgotamento do capital folicular do ovário (os estrogénios são normalmente formados nos folículos), o qual deixa por isso de responder ao estímulo hipofisário. Este estado vem a justificar a sintomatologia típica da menopausa, da qual os afrontamentos são um exemplo».

Para auxiliar no combate aos sintomas decorrentes da menopausa, as mulheres têm hoje há disposição várias possibilidades de tratamento.

A mais comum é a terapêutica hormonal de substituição (THS). No entanto, surgem outras alternativas, como é o caso da tibolona.

A tibolona é um fármaco constituído por uma molécula que, ao ser metabolizada no organismo humano, produz três metabolitos: dois com acção estrogénica e um com acção progestagénica e levemente androgénica.

Deste modo, a tibolona «não é uma THS convencional mas, na medida em que dois dos metabolitos da tibolona têm acção estrogénica, este fármaco tem indicação para ser usado no tratamento dos sintomas da menopausa e na prevenção da osteoporose».

É desta forma que podemos afirmar que a tibolona é, de facto, uma alternativa às THS convencionais porque trata, como estas, todos os sintomas e consequências do estado de deficiência estrogénica que caracteriza a menopausa, nomeadamente afrontamentos, suores nocturnos, atrofia genital com as suas consequências e previne a osteoporose pós-menopáusica, diminuindo assim o risco de fracturas.

«Distingue-se, no entanto, das THS convencionais porque actua através de uma regulação da actividade estrogénica de forma selectiva em cada tecido, determinando o tipo e o grau de activação dos receptores de estrogénios existentes nesses tecidos», salienta.
Acção e vantagens da tibolona

A tibolona actua no organismo através dos seus três metabolitos activos: 3-OH tibolona, 3ß-OH tibolona e isómero-Δ4, tendo os dois primeiros acção estrogénica e o terceiro acção progestagénica e levemente androgénica.

Destas características farmacodinâmicas, resulta ser agonista dos receptores de estrogénios no cérebro, osso e vagina e não no endométrio e na mama. Por isto, trata os sintomas climatéricos e previne a perda de massa óssea sem estimular a mama nem o endométrio.

«As vantagens da tibolona são precisamente estas: enquanto nas THS convencionais, os estrogénios produzem toda a sua actividade estrogénica da mesma forma em todos os tecidos que possuam receptores, incluindo aqueles em que ela não é desejada (mama e endométrio), a tibolona, com a sua regulação selectiva, só manifesta essa actividade estrogénica onde ela é mesmo necessária (cérebro, osso e vagina)», afirma o director da Maternidade Dr. Alfredo da Costa.

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