Tabagismo: Razões para não fumar - Página 3 de 4 - Médicos de Portugal

A carregar...

Tabagismo: Razões para não fumar

21 Julho, 2012 0

 

 

 

Uma mão cheia de riscos

 

O tabaco causa dependência, física e psíquica, devido ao facto de conter nicotina, uma substância existente na folha do tabaco e que viaja até aos pulmões “à boleia” do alcatrão presente no fumo do tabaco. Quando o fumo é inalado, a nicotina entra no sistema respiratório e daí passa para o fluxo sanguíneo.

 

Ora, a nicotina é uma substância psicoactiva que causa dependência: quanto mais se fuma, mais o organismo fica dependente, pelo que reage quando lhe sente a falta. Emergem então os chamados sintomas da abstinêncianervosismo, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, insónias.

 

[Continua na página seguinte]

Os pensamentos fixam-se no tabaco e o fumador é levado a desenvolver todos os esforços para conseguir fumar mais um cigarro. Acontece assim com qualquer dependência, seja ela de que substância for – no caso do álcool também. Não é apenas a nicotina que torna o tabaco nocivo. É que, além dela, na sua composição entram cerca de quatro mil químicos, 40 dos quais são considerados um factor de risco para o desenvolvimento de cancro.

 

Amoníaco, arsénico, butano, cádmio, monóxido de carbono são apenas alguns, a que se juntam substâncias como a amónia e a glicerina cujos efeitos para a saúde, quando queimadas e inaladas, ainda não estão esclarecidos. É, pois, uma mão cheia de riscos. E, além da dependência, está provada a influência da nicotina sobre a pressão arterial, fazendo com que os valores aumentem, constituindo um factor de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. Também a necessidade de oxigenação do coração aumenta, além de que provoca um aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do “mau” colesterol” (LDL) no sangue.

 

Por sua vez, o alcatrão fixa-se nas paredes dos pulmões, causando danos no sistema respiratório e sendo, até, um factor de risco para vários tipos de cancro. Já o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigénio no sangue e, consequentemente, nos tecidos, estando relacionado com a aterosclerose, um factor de risco para as doenças cardiovasculares.

 

Já para não falar nos diversos gases presentes no fumo do tabaco e que afectam a respiração, podendo desencadear os sintomas que estão na origem de inúmeras doenças respiratórias. E entre as doenças associadas ao tabagismo está em primeiro lugar o cancro do pulmão – não é  causa única, mas calcula-se que 90 por cento dos casos estejam relacionados com o fumo. A DPOC também tem no tabaco a sua principal causa. Tosse constante, com abundante produção de muco, é um dos sintomas, a que se junta o cansaço frequente – o que acontece é que, como o nome indica, há uma obstrução das vias respiratórias, o que afecta a função respiratória.

 

Menos falados são os efeitos do tabaco na fertilidade, mas existem. Na mulher, o tabaco parece ser responsável por uma menopausa precoce e, quando associado à toma da pílula contraceptiva, aumenta em cerca de dez vezes o risco de doença cardíaca. E fumar durante a gravidez aumenta a probabilidade de bebés prematuros e com peso reduzido. É que durante a gestação a nicotina existente no sangue materno passa para o feto através da placenta.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.