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Uma em cada cinco mulheres europeias é vítima de abuso, assédio, ameaças ou violência

1 Março, 2005 0

Alguns princípios de acção

1. Protecção e segurança
Toda a mulher tem o direito à integridade da sua pessoa, liberdade e segurança, bem como a uma vida sem qualquer forma de violência ou medo de violência. O objectivo primordial das intervenções deve ser salvaguardar a segurança imediata e duradoura das mulheres e seus filhos.

2. Responsabilidade
Nenhuma mulher «merece» ser sujeita a actos violentos e nunca pode haver justificação para tais actos. Um acto de violência cometido contra uma mulher é um crime punível por lei e deve lidar-se com ele como tal. Um acto de violência nunca é susceptível de ser justificado e a responsabilidade é sempre da pessoa que o comete. Os homens violentos devem assumir as consequências dos seus actos. As abordagens de aconselhamento ou terapia, que tendem a exonerar os perpetradores das suas responsabilidades, que minimizam a gravidade das suas ofensas e que os aliviam da sua responsabilidade, não são úteis.

3. Empowerment
A intervenção deve fortalecer e apoiar as mulheres maltratadas e os seus filhos. Pretende-se que este apoio as ajude a construir uma nova vida, consoante o que elas determinarem e decidirem para si próprias.

4. Complexidade
A violência contra as mulheres ocorre em todas as classes sociais e em todas as culturas. No planeamento e no decorrer da intervenção, é importante ter em atenção factores como o meio social, idade, deficiências, a situação da mulher migrante, etc.

5. Responsabilidade social
Como membros de uma sociedade, todos nós temos a responsabilidade de eliminar a violência contra as mulheres. Esta violência acabará apenas quando a sociedade deixar de a tolerar.

É com base nestes pressupostos de intervenção que a Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV) actua, no apoio directo a mulheres e crianças sobreviventes de violência disponibilizando, apoio especializado nas diversas áreas, consideradas como prioritárias pelas mulheres, para que estas retomem com a maior brevidade a sua autonomia e o controlo sobre a sua própria vida.

DR.ª RAQUEL VIEITAS CARDOSO
Presidente da Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV)

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