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Parasitoses intestinais nas crianças

22 Outubro, 2013 0

Em suma, os pais e encarregados de educação devem estar alertados que pode haver uma parasitose intestinal num quadro de uma qualquer destas manifestações: dor abdominal persistente; diarreia; náuseas ou vómitos; gases ou barriga inchada; disenteria; comichão à volta do ânus ou da vulva; sensação de cansaço ou perda de peso.

 

Quais as medidas de precaução mais aconselháveis

A higiene irrepreensível é uma barreira que nunca se deve descurar. É preciso estar atento ao ambiente onde vive a criança, a começar pelas nossas casas. A criança tem que estar protegida dos germes dos animais domésticos, eles são muitas vezes hospedeiros de microorganismos e parasitas que podem ser transmitidos aos seres humanos. Neste ponto, são recomendáveis as seguintes medidas: tratar regularmente os cãos ou gatos contra as pulgas e parasitas (peça conselho ao seu veterinário); durante os seis primeiros meses de vida da criança reduzir drasticamente contactos com animais, é neste período que se vai desenvolver o seu sistema imunitário; há que explicar às crianças que ele não deve tocar nos recipientes da comida dos animais, nas suas mantas ou alcofas e deve lavar sistematicamente as mãos após ter tocado num animal, nunca devendo levar os dedos à boca até lavar as mãos, deve estar interdito o acesso dos animais ao quarto da criança, nem pensar que o cão ou gato possa dormir junto do leito da criança.

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Outras medidas de grande significado são a prevenção das diarreias e gastroenterites. Tudo começa pela adesão às regras de higiene de base que são a melhor maneira de limitar os riscos da contaminação. Não nos devemos esquecer que as creches e os infantários são locais propícios à propagação das epidemias de diarreias. Porque as crianças sofrem frequentemente de diarreia. É através das diarreias e das gastroenterites que se pode dar a infecção de outras crianças. Aliás, recomenda-se que as crianças infectadas e que frequentam creches ou infantários deverão manter-se em evicção até ao desaparecimento da diarreia.

Nunca se deve perder de vista que o controlo dos parasitas passa por uma melhoria das condições higiénico-sanitárias, por alterações dos hábitos sanitários (por exemplo: lavar sempre as mãos depois de ir à casa de banho, antes das refeições e depois de mudar a fralda; manter as unhas curtas e bem escovadas; evitar que a criança coce a região à volta do ânus).

Para evitar o contágio dentro de casa, recomenda-se que se lave a roupa a temperaturas superiores a 55º C, que se aspire a casa em todos os pontos em que se preveja poder ter havido fontes de contágio, devem-se lavar os brinquedos nas situações em que houve contacto com animais e deve permitir-se a entrada de luz no quarto da criança pois os parasitas são muito sensíveis à luz.

 

Quais os tratamentos para os parasitas intestinais

Há autores que destacam a componente alimentar e até o recurso a certos suplementos, mas estes sempre com aconselhamento de um profissional de saúde. Atribui-se às cenouras propriedades que desencorajam os parasitas; os alimentos carregados de fibras são sugeridos e temporariamente desaconselhados os alimentos altamente refinados, como o pão branco, toda a comida refinada e até sumos de fruta, recomendam-se os probióticos, o reforço em vitamina C e o suplemento em zinco.

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