Osteoporose - Médicos de Portugal

A carregar...

Osteoporose

20 Setembro, 2008 0

A Osteoporose é uma situação clínica caracterizada por haver um aumento significativo do risco de fractura com traumatismos de baixa energia, ou seja, com pequenas pancadas que, em condições de normal resistência do osso não teriam nenhuma consequência causam fracturas no doente com osteoporose.

Algumas fracturas osteoporóticas, como é o caso das fracturas vertebrais, podem mesmo ocorrer sem qualquer traumatismo: na maior parte dos casos basta o efeito da gravidade terrestre e o peso do corpo para provocar as fracturas por compressão (achatamento) das vértebras!

 

Quais os perigos das quedas e como podem ser evitadas?

As quedas são responsáveis por uma parte significativa das fracturas osteoporóticas mais graves, nomeadamente as fracturas da anca, do úmero proximal (junto ao ombro) e do punho.

As quedas podem ser evitadas, ou pelo menos a sua frequência reduzida, se:

• se evitarem as barreiras desnecessárias (tapetes ao lado da cama e objectos colocados no chão, que podem levar o doente a tropeçar);

• se melhorar a coordenação motora, através do exercício físico regular e da correcção dos defeitos de visão e audição;

• se utilizarem sapatos com boa aderência;

• se houver cuidado com a polimedicação, que pode contribuir para deficiências importantes da coordenação motora, – nos casos em que tal se justifica, com a utilização de um apoio para a marcha (bengala ou canadiana).

 

O envelhecimento agrava a osteoporose? Porquê?

A idade é o principal factor determinante do risco de fractura. Para qualquer valor de densidade óssea, um indivíduo mais idoso terá sempre um risco de fractura mais elevado que outro, por exemplo, 10 anos mais jovem.

Os factores que levam a isto são múltiplos: por um lado, sabemos que a massa óssea se perde progressivamente ao longo da vida; por outro lado, as quedas são muito mais frequentes no indivíduo idoso devido, entre outros motivos, ao facto de a saúde ser mais fraca, a quantidade e força muscular serem reduzidas (pode-se mesmo falar também de uma “sarcopenia” – isto é, uma falta de músculo no indivíduo idoso) e a coordenação motora ser comprometida como consequência destas alterações.

A conjugação destes dois factores leva a que a principal complicação da osteoporose – a fractura – seja muito mais frequente com o avançar da idade, particularmente após os 65 anos de idade.

 

Qual a importância da Vitamina D?

A Vitamina D tem importância no tratamento da osteoporose do indivíduo mais idoso, que tem tendência a ficar mais em casa e expor-se menos ao sol; sabemos que a exposição solar é a principal fonte de Vitamina D do nosso organismo e que, em todas as latitudes estudadas, as mulheres pós-menopáusicas têm níveis inadequados de Vitamina D em mais de metade dos casos, revelando alguns estudos que, em mulheres com fractura do colo do fémur, esta percentagem sobe para valores da ordem dos 97%!

Com valores inadequados de Vitamina D sabemos que, por um lado, a absorção alimentar do cálcio diminui, o que leva a um aumento da reabsorção óssea e redução da massa óssea e, por outro lado, a coordenação muscular e o equilíbrio se degradam significativamente, o que origina um aumento marcado do risco de quedas e, consequentemente, de fracturas dos ossos longos (como o fémur, ao nível da anca, o úmero, ao nível do ombro, e os ossos do antebraço, ao nível do punho – sendo estas as principais fracturas osteoporóticas dos membros.

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.