O banho do bebé
Em geral, o bebé adora água. Lembra-lhe os nove meses em que “nadou” no líquido amniótico, ainda na barriga da mãe, onde estava seguro e confortável. Porém, há bebés que se mostram reticentes quando chega a hora do banho, o que pode contribuir para a insegurança dos pais. O truque é recorrer a paciência e a alguma “astúcia”, para tornar o banho num momento de interacção entre pais e filho.
Dar banho a um recém-nascido pode ser uma tarefa intimidante, principalmente quando se trata de um primeiro filho. É natural sentir alguma insegurança quando se segura um ser tão frágil que se receia magoar, e, ao mesmo tempo, se quer utilizar os gestos mais adequados à sua higiene. Mas, à medida que se vai ganhando confiança, também o bebé acaba por usufruir da hora do banho, reconfortando os pais, que deixam para trás a ansiedade e desfrutam em pleno de um momento único na ligação com o seu bebé. Certo é que o banho passa a ser um momento de pura brincadeira a partir da altura em que o bebé gosta da água!
Essencial é a preparação prévia do ambiente: a temperatura da casa de banho deve rondar os 22 a 25ºC e a da água os 36ºC. O termómetro é um auxiliar precioso para assegurar este valor, antes de colocar o bebé na banheira. O produto de lavagem, a toalha, a escova e tudo o mais que se necessitar devem ser previamente colocados à mão, uma vez que nunca se pode deixar um bebé sozinho na banheira, mesmo que com pouca água.
É preferível que o banho do bebé seja dado aproximadamente à mesma hora todos os dias, de preferência ao final do dia, porque o banho ajuda o bebé a relaxar. No entanto, não vem mal ao mundo se o bebé não tomar banho sempre à mesma hora, devendo escolher-se a altura do dia em que nos sentimos mais descontraídos e tranquilos, permitindo transmitir essa sensação ao bebé.
Se o bebé chora e se encolhe ao contacto com a água, o truque passa por o ir familiarizando com algumas gotas tépidas, em vez de mergulhá-lo de imediato na banheira e, depois, começar a lavá-lo com uma luva humedecida. Só aos poucos e com pouca água é que se deve fazê-lo entrar na banheira.
Agradado, ele próprio começará a chapinhar! No processo, os pais devem segurá-lo com firmeza, para que ganhe confiança nesse terreno desconhecido, ao mesmo tempo que conversam, suavemente, com ele – afinal, não há calmante maior que a voz dos pais… O nível de água na banheira e a duração do banho devem aumentar consoante o à-vontade do bebé, sempre sem exageros, de modo a impedir que a sua frágil pele fique seca.
É comum os bebés não gostarem do contacto do champô na cabeça. Pode atenuar-se a sensação desagradável do gel frio a escorrer no couro cabeludo correndo o risco de entrar em contacto com os olhos ou entrar dentro dos ouvidos, deitando umas gotas sobre uma luva e friccionar com ela a cabeça do bebé.
Páginas: 1 2

