Métodos contraceptivos para todos os gostos e ocasiões
PARA EVITAR UMA GRAVIDEZ INDESEJADA
Desde a pílula ao preservativo, passando pela laqueação de trompas, há métodos anticonceptivos indicados para todas as idades e modos de estar na vida.
Saiba de que métodos dispõe, as suas vantagens e desvantagens, mas não esqueça que deve consultar sempre o seu médico de família antes de recorrer a qualquer tipo de contraceptivo.
Os métodos anticoncepcionais devem ser utilizados desde o início da fase fértil, logo que haja vida sexual activa, e deve ser sugerido de acordo com a capacidade de utilização do mesmo, a frequência das relações e a estabilidade do casal.
Face às várias alternativas propostas, cabe ao casal a escolha do método e ao médico o apoio e vigilância necessários à utilização do mesmo. Muitos jovens optam pelos métodos utilizados pelo amigo ou compram a mesma pílula que a amiga utiliza, mas é necessário ter presente que todos os métodos têm contra-indicações que devem ser avaliados pelo especialista.
Segundo a Dr.ª Rosalina Ramos, médica de família no Centro de Saúde de S. João, «os métodos contraceptivos devem, naturalmente, ser adaptados quer à idade, quer ao tipo e frequência do relacionamento, quer ao perfil de responsabilidade e maturidade».
A especialista considera, por exemplo, que «os mais jovens devem ser incentivados ao uso do preservativo, devido à multiplicidade e rotatividade de parceiros, que acarreta uma maior propensão a contrair e propagar doenças sexualmente transmissíveis, ainda que este método deva ser utilizado concomitantemente com a pílula».
Métodos contraceptivos:
vantagens e desvantagens
A pílula é o método contraceptivo mais utilizado e um dos mais eficazes quando utilizado correctamente. Tem a vantagem de regularizar o ciclo e reduzir o fluxo menstrual e diminuir a síndrome pré–menstrual.
O adesivo contraceptivo é aplicado semanalmente durante três semanas em cada mês no braço, costas, abdómen ou nádega, ocorrendo a hemorragia durante a semana de paragem. É mais prático do que a toma diária, mas exige alguma vigilância em termos de adesividade e da substituição semanal.
A pílula e o adesivo anticonceptivo são, segundo Rosalina Ramos, «as grandes escolhas dos mais jovens».
O implante contraceptivo é colocado no braço sob a pele, pelo médico. «Tem a vantagem de não requerer qualquer atenção por parte da utilizadora», refere a especialista. O implante pode ser usado em qualquer idade, «mas não é do agrado da maior parte das mulheres pelas irregularidades menstruais que provoca», acrescenta.
O preservativo requer alguns cuidados na aplicação e tem a vantagem de não requerer continuidade na utilização e de evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis. «Este é, sem dúvida, o método de eleição para relações ocasionais ou imprevistas, é de fácil aquisição em farmácias, supermercados, não tem contra-indicações e é o único método contraceptivo que protege de doenças como a SIDA», observa Rosalina Ramos.
O dispositivo intra-uterino (DIU), também conhecido por aparelho, é colocado pelo médico e não requer cuidados nem manuseamento por parte do casal. Tem, ainda, a vantagem de ser eficaz durante vários anos. Este método está mais indicado em mulheres que já tiveram filhos.
O anel vaginal é inserido na vagina onde permanece durante três semanas, sendo que ao ser retirado origina hemorragia de privação. Uma semana depois é necessário colocar outro. É vantajoso por não requerer a toma diária.
Os espermicidas existem sob a forma de gel, espuma ou cone vaginal. Rosalina Ramos alerta para o facto de terem «uma eficácia reduzida, excepto quando utilizados conjuntamente com o preservativo».

