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Métodos contraceptivos para todos os gostos e ocasiões

1 Março, 2005 0

A abstinência periódica requer o estudo do ciclo menstrual e regularidade do mesmo no sentido de determinar o período fértil durante o qual não pode haver relações sexuais. Tem uma baixa eficácia, já que existem muitos factores, quer físicos, quer psíquicos, que podem, mesmo que acidentalmente, provocar alteração do ciclo menstrual.

«O uso de espermicidas e a abstinência periódica são mais indicados para casais mais velhos, em que a intimidade e cumplicidade permitem pausas e interrupções sem perda do objectivo», afirma a médica de família do Centro de Saúde de S. João.

A laqueação de trompas/vasectomia são métodos cirúrgicos, dificilmente reversíveis, que consistem na laqueação das trompas, na mulher, ou do canal deferente, no homem, impedindo a progressão do óvulo ou dos espermatozóides, respectivamente. «Tem a vantagem de não apresentar qualquer efeito secundário e de não exigir vigilância contraceptiva posterior. Os métodos cirúrgicos adequam-se aos casais com mais de 35 anos e vários filhos», defende Rosalina Ramos.

Números e factos

Um estudo realizado em 2001 pela especialista com base nos dados das consultas de adolescentes, menopausa e planeamento familiar, respectivamente, com 320 raparigas entre os 14 e 21 anos, 557 mulheres em idade fértil com mais de 44 anos e 197 mulheres com 14 a 44 anos, concluiu que na população mais jovem (14 a 35 anos) 63,12% usavam anticonceptivos hormonais; 13,75% preservativo; 8,06% recorriam a espermicidas e 15,07% utilizavam outros métodos ou nenhum.

Na população com mais de 35 anos, 38,3% usavam anticonceptivos hormonais, 18,4% preservativo e/ou espermicidas, 24,3% DIU, 2,5% laqueação de trompas e 16,5% outros métodos ou nenhum.

Segundo o mesmo estudo, a média de início do uso de anticonceptivos era de 16,86 anos e a de início da vida sexual activa de 17,2 anos.

«Esta diferença deve-se, provavelmente, a que algumas raparigas não tinham usado qualquer método nas primeiras relações e outras estavam a fazer a pílula para regularizar a menstruação, diminuir a dismenorreia ou tratar a acne e/ou o hirsutismo», explica Rosalina Ramos.

Gravidez na «adolescência portuguesa»

– Pela primeira vez foram compilados num estudo os números da gravidez na adolescência, entre 1991 e 2001. No que diz respeito à percentagem de partos de mães menores de 20 anos, o estudo indica que, em 1991, o número fixava-se nos 8,47%, tendo descido para 6,09% em 2001.

– Relativamente aos bebés nascidos de mães menores de 15 anos, conclui-se que a percentagem de partos nesta faixa etária oscilou entre 0,06% em 1993 e 0,10% em 1992 e 2000.

– As percentagens mais elevadas nos seis primeiros anos do estudo surgem no Alentejo, em 1997 na Madeira, e de 1998 a 2001 nos Açores.

– Os relatórios da UNICEF sobre a maternidade adolescente nos países ricos do mundo colocaram Portugal em primeiro lugar em 1998 e em segundo em 2001 no ranking de países da União Europeia com maior número de mães adolescentes

– Os números relativos a 2001, compilados através de dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), dão conta de 6783 crianças de mães entre os 15 e os 19 anos, num total de 112.768 bebés nascidos naquele ano.

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