Infidelidade » Romances pela Internet
A infidelidade pode ter significados diferentes e geralmente não tem nada a ver com o facto de se gostar ou não do cônjuge. Muitos maridos e mulheres não conseguem perceber o que os está a perturbar e cada um procura desesperadamente uma saída para a dor e confusão que sente. Quando as palavras e a compreensão não cumprem este objectivo, é comum o recurso a meios mais primitivos e arrebatados de falar sobre as suas feridas.
Em casais simpáticos, que nunca discutem, por vezes há um medo aterrador de não se controlarem, pelo que a infidelidade proporciona um terreno para uma expressão mais livre e aberta. Em casais que têm medo da intimidade, de se sentirem emocionalmente vulneráveis, a infidelidade e a discussão são duas formas de garantir uma barreira entre ambos. Os dependentes sexuais usam o sexo indefinitivamente para anestesiar a dor e preencherem o vazio interior. Para os casais divididos, a infidelidade prende-se com o facto de se estar farto de andar a fazer funcionar o casamento. Por último, nos casos amorosos terminais, a infidelidade é uma forma de acabar o casamento e não a razão pela qual ele acaba.
Os tipos de mudanças que sinalizam a infidelidade começam habitualmente sem aviso. O parceiro começa a criticar tudo sem razão aparente, a vida sexual muda, o nome de uma terceira pessoa começa a surgir abruptamente na conversa ou deixa de ser evocado, a aparência física melhora ou nota-se uma certa indisponibilidade…
Habitualmente sabe-se consciente ou inconscientemente quando é que o parceiro esta a ter um caso amoroso, mas nem sempre se está preparado para saber, desvalorizando-se as questões que estão por responder.
É possível que o cônjuge que está a viver uma aventura amorosa tenha deixado algumas pistas. O desconforto que a situação gera é tão grande que inconscientemente são deixadas algumas pistas em que se tropeçam.
Um estudo realizado mostrou que cerca de 89% dos cônjuges sabiam de alguma forma que os parceiros estavam a ter um caso amoroso.
A situação torna-se tão complicada e dolorosa que, algures durante este período é importante procura a ajuda de um psicólogo a fim de realizar uma terapia conjugal ou individual. Por vezes ansiedade é tanta que leva a pessoa a recorrer desesperadamente á medicação. O uso de medicação pode acalmar a pessoa, mas o próprio sujeito está ciente de que não é a medicação que vai resolver os seus problemas e não está disposto a tomar medicamentos eternamente.
Se tem razões para suspeitar que o seu cônjuge lhe é infiel, comunique -lhe o que pensa numa frase breve e simples e aguarde a resposta. Evite as perguntas e as acusações.
Com a infidelidade a descoberto o sofrimento é evidente e está presente em cada olhar e em cada palavra. Evite tomar por agora decisões importantes. Há alturas em que o divórcio parece a única resposta, mas não é altura para tomar essas decisões. Deixe a maré acalmar.
Dê atenção aos aspectos emocionais e procure o apoio dos amigos. Deixe de estar obcecado com a situação e permita-se sentir o momento presente. Resista ao desejo de vingança ou retaliação e leve o tempo que precisar. Procure a ajuda de um psicólogo e conte com o seu apoio para, em conjunto, conseguir ultrapassar estas adversidades.

