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Infecções vaginais: dos sinais de alerta ao tratamento

27 Dezembro, 2014 0

São particularmente perigosas para o recém-nascido no canal de parto as infecções por gonorreia (oftalmia gonocócica neonatal) e por clamídia (conjuntivite e pneumonia).

Cerca de 60% a 70% dos bebés têm probabilidade de contrair a infecção durante a passagem no canal do parto, pelo que se deveria fazer o despiste a todas as grávidas e, se demonstrada a infecção, tratar com o antibiótico apropriado.

Outra infecção que só é grave durante a gravidez e o parto é a provocada pelo estreptococos do grupo B, e que pode causar, além de aborto ou de parto pré-termo, cegueira e meningite no recém-nascido, pelo que também se deve fazer o despiste e respectivo tratamento com antibiótico.

O herpes-vírus e o papilomavírus humano também são perigosos para o bebé na passagem do canal de parto.

A taxa de recorrência do herpes genital durante a gravidez é superior à mulher não grávida e aumenta à medida que o parto se aproxima.

Das grávidas com herpes genital, 25% vão ter uma reactivação no último mês da gravidez e aproximadamente 14% na altura do parto.

Se o primeiro episódio foi durante a gravidez, a percentagem de recorrência durante o parto é de 36%, se foi anterior à gravidez é de 10%.

Durante a gravidez há uma relativa imunossupressão (diminuição das defesas), além de alterações induzidas na mucosa vaginal pelo aumento da progesterona e das prostaglandinas, à medida que a gravidez avança.

 

Infecção por HPV

Em Julho de 2010, eram conhecidos 108 subtipos de papilomavírus humano (HPV). As infecções por eles provocadas são confinadas aos epitélios (mucosas genital, orofaríngea e anorrectal) e às superfícies cutâneas, penetrando até á membrana basal, mas não há evidência de que entrem na corrente sanguínea.

A transmissão do HPV durante o trabalho de parto é possível, pode provocar a papilomatose laríngea juvenil, com obstrução respiratória grave e de difícil tratamento.

Em situação de ruptura prematura de membranas, a infecção do recém-nascido pode manter-se subclínica, vindo a manifestar-se na criança meses ou até anos após o parto.

Uma vez que está demonstrado que o HPV de alto risco está implicado no cancro cervical, deve ter-se em atenção que já existem vacinas para os dois subtipos HPV 16 e 18, os mais frequentes nos países ocidentais, mas que não cobrem todos os subtipos, o que não dispensa o seu rastreio através de citologias e a ida ao ginecologista para diagnóstico da sua existência no colo do útero, vagina, vulva ou períneo.

O tratamento eficaz faz-se através de laser, criocoagulação, electrocoagulação, cauterização química com ácido tricloroacético 80% ou excisão cirúrgica.

 

A sífilis

A sífilis primária aparece 20 a 90 dias após o contacto sexual, é diagnosticada através do aparecimento de uma pequena úlcera edematosa, indolor, associada a adenopatias regionais e que passa espontaneamente em 5-8 semanas.

Na ausência de tratamento, evolui para sífilis secundária, doença generalizada com hipertermia, erupção cutânea característica, de cor vermelha, simétrica, sem prurido, associada a placas mucosas na boca, faringe, vulva e ânus, queda de cabelo, etc.

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