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Depressão Pós-parto: Quando a fragilidade emocional das mulheres já vem de trás

27 Dezembro, 2009 0

O sinal de alerta surge quando essa situação não só permanece no tempo como também se agrava, originando uma depressão pós-parto, afirma. «Quando estes sintomas e afectos negativos acabam por condicionar a vida diárias da mulher, ou seja, ela deixa de cumprir de forma apropriada os seus papéis (cuidadora do bebé e gestora dos assuntos do lar), podemos estar na presença de uma depressão pós-parto».

 

Procurar ajuda especializada é essencial

A procura de ajuda é o ponto de partida para vencer a depressão pós-parto, num contexto em que é indispensável ultrapassar o estigma social relacionado com a incompreensão face ao facto de a maternidade não ser sempre sinónimo de alegria e realização. «No caso da mulher sentir que não está bem, deve recorrer a um profissional especializado (psicólogo) que a possa ajudar a compreender o que se está a passar», aconselha Maria de Jesus Correia. A especialista frisa que «o principal problema na depressão pós-parto é não ser diagnosticada e tratada». Daí a importância de divulgar informação referente à disponibilização de consultas de psicologia clínica nos centros de saúde e nas maternidades. «O centro de saúde pode desempenhar um papel muito relevante por estar mais próximo das mulheres e da comunidade.»

 

Abraçar a maternidade com o apoio e compreensão da família

A adaptação à maternidade é um desafio e, de alguma forma, constitui uma fonte de ansiedade e receios para as mulheres que sofrem de blues pós-parto ou para aquelas cujo quadro evolui para depressão. Mas o apoio e compreensão da família podem fazer toda a diferença. «A partilha das tarefas entre a mulher e alguém da sua família, bem como a presença e apoio do companheiro revestem a máxima importância», reforça a psicóloga clínica da Maternidade Alfredo da Costa. À família cabe igualmente incentivar a mulher a pedir ajuda caso se aperceba que ela não se encontra bem ou que tem dúvidas em relação à maternidade. «Os familiares devem evitar tecer críticas ou desvalorizar as queixas das mulheres».

Os casos de depressão pós-parto diferem do blues pela necessidade do seguimento de um tratamento misto baseado, por um lado, na toma de anti-depressivos e, por outro, na frequência de consultas de psicoterapia. «Se a mulher tem insónias, chora persistentemente, não se consegue concentrar e organizar há pelo menos duas- três semanas, deve procurar o seu médico de família para que este lhe receite anti-depressivos, pois pode ter uma depressão que necessita de ser tratada. O tratamento precoce devolverá a qualidade de vida à mulher, evitando recaídas».

Jornal do Centro de Saúde

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