As fases de uma gravidez: Um encontro feliz
Uns dias de “atraso” fazem suspeitar de gravidez, mas não são necessariamente sinónimo de que vem um bebé a caminho. Pois mesmo na ausência de contracepção, as probabilidades de um encontro de sucesso entre um espermatozóide e um óvulo são muito variáveis.
Para esse sucesso contribuem diferentes factores, nomeadamente, que a mulher esteja no seu período fértil – o período entre os cinco dias anteriores à ovulação e os dois dias subsequentes. Num ciclo menstrual regular – de 28 a 30 dias – a ovulação deverá ocorrer pelo 14º ou 15º dia. Contudo, não há um calendário igual para todas as mulheres: há algumas que ovulam sempre no mesmo dia de cada mês e outras em que o processo não é tão “rígido”.
Da menstruação à ovulação
Como engravidar está relacionado com a ovulação, conhecer este mecanismo fisiológico pode ajudar a encontrar o melhor momento para conceber um filho. O primeiro passo pode ser a identificação da “janela” de tempo em que a ovulação acontece e depois prestar atenção aos respectivos sinais.
Quando o ciclo menstrual se inicia, os níveis de estrogénio são baixos. O hipotálamo, a região do cérebro responsável pela regulação dos níveis hormonais, envia uma mensagem à glândula pituitária, dando-lhe instruções para que liberte a hormona FSH (hormona estimulante dos folículos). Esta hormona estimula o desenvolvimento de folículos existentes nos ovários, os quais se “transformam” posteriormente em óvulos maduros. À medida que vão amadurecendo, os folículos produzem estrogénio.
Quando o cérebro detecta os níveis elevados de estrogénio, detecta a presença de um óvulo maduro, e começa a produzir outra hormona – a LH (hormona luteinizante). Esta hormona faz com que o óvulo seja libertado do ovário para a trompa de Falópio com vista à fertilização.
No ovário permanece o folículo do qual o óvulo se libertou e que produzirá progesterona, uma hormona que vai ajudar a preparar a parede uterina para a implantação do óvulo fertilizado. Se a fertilização acontecer, a produção de progesterona manter-se-á até que se forme a placenta.
Mas se a fertilização não ocorrer, o óvulo desintegra-se, os níveis hormonais diminuem e o revestimento uterino que se havia preparado é expulso – isto é a menstruação.
O ciclo recomeça.
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Da ovulação à gravidez
Todavia, se tiver acontecido a fecundação, a menstruação já não regressará no mês seguinte. Mas, mesmo antes que as suspeitas se avolumem, já o organismo feminino está a reagir à gravidez – o aumento dos níveis hormonais passa a ser evidente, influenciando o tamanho e a consistência das glândulas mamárias e induzindo os primeiros incómodos (náuseas, vómitos, fadiga, maior frequência urinária, mais sensibilidade a estímulos como os cheiros).
Há, porém, mulheres que vivem estes primeiros momentos sem qualquer alteração, pelo que só a menstruação em falta as faz suspeitar. Uma suspeita que carece de confirmação, mediante a realização de um teste específico à urina que permite identificar a gonadotrofina coriónica humana (hCG), uma das hormonas da gravidez presente em doses elevadas nas primeiras semanas de gestação.
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