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Fundação do Gil: Uma gota solidária

27 Fevereiro, 2010 0

Há crianças que permanecem no hospital apenas porque não existem condições sociais para as acolher, a começar pela família. Foi para ajudar a resolver este problema que nasceu a Fundação do Gil, uma gota num oceano de solidariedade.

A hospitalização é sempre um período difícil, com excepção, é claro, da que é ditada pela maternidade – mas mesmo assim, o momento mais ansiado depois do parto é o de regresso a casa.

Nas demais situações, o internamento é sinónimo de doença e sofrimento, impondo o afastamento, ainda que temporário, dos espaços mais familiares e das pessoas que são mais queridas, um afastamento só mitigado pelas visitas. É difícil em qualquer idade, mas muito mais quando se é criança, quando se vivem aqueles anos em que as batas brancas ainda assustam…

É certo que, actualmente, já é possível o acompanhamento em permanência nas unidades de saúde, mas nem sempre essa possibilidade se concretiza – assim acontece, tantas vezes, quando a hospitalização acontece longe de casa, numa outra cidade, e quando as obrigações profissionais dos pais não permitem a deslocação frequente.

Nos hospitais portugueses, há, além disso, crianças longe do seu país de origem, que viajaram em busca de assistência médica mas que não beneficiam da presença dos pais.

Há ainda crianças colocadas em perigo pela própria família. Outras permanecem internadas apesar de terem tido alta clínica, por dificuldade das famílias em prestarem os necessários cuidados pós-hospitalares.

Ou por impreparação das famílias para as receberem e promoverem a indispensável recuperação da saúde e integração no meio familiar e social.

E em torno das crianças hospitalizadas há famílias que necessitam, elas próprias, de acompanhamento para lidarem, de uma forma adequada, com a doença e a hospitalização.

É a estas crianças e a estas famílias que se dedica desde 1999 a Fundação do Gil, uma iniciativa da Parque Expo e da Segurança Social. Nasceu como a sua mascote, o Gil, que herdou da Expo’98. Símbolo de respeito pela vida nos oceanos e pelo ambiente, representa actualmente o apoio às crianças que se encontram internadas por períodos prolongados. Em hospitais ou outras instituições. É uma gota de água que se tem avolumado e que, dez anos depois, dá apoio a muitas e muitas crianças.

Uma das faces mais visíveis desse apoio é a Casa do Gil, que a Fundação do Gil considera um dos seus projectos mais ambiciosos mas também um dos mais queridos. Trata-se do primeiro centro de acolhimento temporário de cuidados pós-hospitalares, destinado precisamente a receber aquelas crianças que não têm acesso a estes cuidados, continuando internadas apesar de a sua situação clínica já não o justificar. Tiveram alta, mas não tiveram para onde voltar.

O projecto arrancou em 2004, numa casa do Parque da Saúde de Lisboa cedida pela Direcção-geral do Património e pelo Ministério da Saúde. Foi inaugurada em Julho de 2006, mercê de apoios vários, incluindo a solidariedade da sociedade civil.

Desde então acolheu 65 crianças até aos 12 anos. Uma segunda casa vai nascer a médio prazo, na zona de Loures/Parque das Nações.

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