Estratégia e Técnicas Cirúrgicas em Ortopedia Infantil
Data e Oportunidade de Intervenção
Uma vez escolhida a atitude cirúrgica também será importante definir claramente o “timing” e a técnica a utilizar.
Em muitos casos o problema será simples. Bastará propor a técnica utilizada pela maioria dos autores, desde que o cirurgião dela tenha experiência.
Noutros casos, a escolha irá exigir ao cirurgião uma reflexão por vezes difícil. Se o problema for complexo e a indicação não for urgente, será mais curial, contemporizar, ouvindo e vendo a experiência, não tanto de quem saiba mais, mas de quem tenha feito melhor.
Decisão de Grupo – Responsabilidade do Cirurgião
A decisão terapêutica deverá também, sempre que possível, ser ditada por opinião emitida em reunião de Serviço, fugindo-se sempre ao conselheiro esporádico e de última hora.
Oportuno será lembrar neste momento que, se a decisão é colectiva, a responsabilidade pelo acto cirúrgico caberá ao cirurgião.
Escolhida a técnica cirúrgica deverá ainda ser obrigação do cirurgião, para além de obter o consentimento por escrito do doente, ou dos Familiares, definir as condições de actuação a todos os níveis para o pré, per e pós-operatório, criando com tal metodologia condições ideais para a melhor aceitação de acto operatório pelo doente e seus Familiares.
Dr. José Mesquita Montes
Médico Especialista em Ortopedia e Director Clínico do Hospital de Santa Maria, Porto
Contactos 225 082 000
GPS – Grupo Português de Saúde
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