Crianças seguras na água
Deverá haver sempre um adulto designado para a tarefa exclusiva de olhar pelas crianças que se aproximam da zona da piscina. Já agora, o mesmo deverá saber nadar e como agir em caso de emergência.
Não pense que os acidentes acontecem apenas nas praias e nas piscinas. “Durante o banho, nunca deixe uma criança com menos de três anos sozinha, não atenda o telefone nem a porta”, aconselha Elsa Rocha.
Em simultâneo, esvazie baldes e alguidares, após a sua utilização. Deixe a criança explorar o ambiente mas esteja atenta às “armadilhas”.
Cuidados a privilegiar
Escolha praias e piscinas vigiadas. Caso tenha piscina em casa, deverá ainda ter em conta alguns aspectos: “a existência de uma boa vedação diminui para metade o número de acidentes por submersão nas piscinas”, indica Elsa Rocha. Vede a sua piscina, o tanque de rega ou o lago do jardim. “Cubra adequadamente os poços e as fossas.
É fundamental dificultar o acesso das crianças pequenas à água através de barreiras físicas”, diz-nos a médica pediatra da APSI. Mesmo que tenha a piscina vedada, nunca é demais tirar um curso de socorrismo e aprender a praticar reanimação cardio-pulmonar (suporte básico de vida), aconselha a APSI.
Retire da piscina todos os brinquedos flutuantes e apelativos que possam atrair a criança e ensine-a a andar de braçadeiras junto à piscina.
É claro que a sua supervisão deverá ser devidamente contemplada mas “uma distracção pode acontecer a qualquer um, daí a necessidade de medidas de protecção complementares”. As barreiras físicas, dificilmente transponíveis por uma criança pequena, podem ser uma ajuda eficaz para evitar os afogamentos.
“Pode adaptar sistemas mais sofisticados electrónicos, coberturas, rígidas automáticas ou manuais, alarmes sonoros, mas nenhum sistema é totalmente à prova de crianças”, alerta Elsa Rocha.
Desengane-se se pensa que as piscinas insufláveis representam um perigo menor. Estas contêm água suficiente para o afogamento de uma criança pequena. Se a cara cair dentro de água, a criança não consegue levantar a cabeça sozinha.
O que fazer em caso de acidente?
Caso presencie um acidente na água que envolva uma criança deverá saber como agir. Tenha um telefone portátil à mão ou localize previamente o telefone mais próximo.
Se possível, alerte o nadador-salvador e ligue para o 112, dando indicações precisas sobre o local onde se encontra. Caso tenha conhecimentos para o efeito, inicie a reanimação cardio-respiratória e mantenha-a até à chegada de ambulância.
Para mais informações, consulte o site www.apsi.org.pt onde poderá aprender a prevenir alguns dos acidentes que envolvem crianças, tornando-se num adulto mais consciente e atento.
Em férias, não se esqueça de…
– Ensinar as crianças a nadar. As aulas de natação melhoram a competência da criança na água, embora não se deva confiar nas suas capacidades para se salvar antes dos seis ou sete anos;
– Redobrar a vigilância em férias, informando-se previamente na sua agência de viagens sobre as condições de segurança na água no destino que escolheu;

