Crianças: fragilidade à flor da pele - Médicos de Portugal

A carregar...

Crianças: fragilidade à flor da pele

5 Abril, 2014 0

Bebés e crianças têm uma pele singular. A pele do bebé é mais fina do que a do adulto (o mesmo é dizer que é menos resistente às agressões por agentes externos).

Por isso este, que é o maior órgão do corpo humano, requer cuidados particulares, não só no recém-nascido, como até cerca dos 3 anos altura em que a pele ainda é facilmente irritável e muito susceptível a agressões externas.

Mas, também depois dessa idade e até à puberdade, a pele continua a requerer cuidados acrescidos quando comparada com a do adulto.

Podemos caracterizar a pele do bebé e da criança do seguinte modo: menor espessura da sua camada mais superficial (tornando-a, portanto, mais permeável); tendência para a secura (devido à reduzida actividade das glândulas sebáceas); uma transpiração diferente da do adulto (devido à relativa imaturidade das glândulas sudoríparas); pH neutro (ao contrário do da pele dos adultos que é ligeiramente ácido), o que pode facilitar um maior desenvolvimento de bactérias.

Este quadro singular de fragilidade da pele estende-se até cerca dos 12 anos. Vem isto a propósito para significar que os cuidados com a pele são indispensáveis por razões específicas durante os três primeiros anos de vida (por exemplo, para impedir assaduras, dermatite das fraldas ou eczemas, infecções, pequenas vesículas…) mas devem prolongar-se até à adolescência devido ao número de afecções dermatológicas a que a pele pode estar sujeita. A fase da adolescência já requer cuidados particulares que não se inserem no âmbito deste artigo.

Enfim, a pele infantil é altamente sensível e frágil, o pH neutro pode reduzir as defesas contra a proliferação dos micróbios.

A pele da criança, especialmente dos lactentes, é particularmente sensível ao excesso de secreção sebácea (caso da crosta láctea), aos ácaros do pó da casa, às bactérias presentes no meio envolvente, às impurezas acumuladas na fralda, entre outros agentes potencialmente agressores.

 

Afecções cutâneas mais comuns nas crianças

As afecções mais comuns nas crianças são a xerose (pele seca) e a dermatite (também designada por eczema). Falando da xerose, recorde-se que a baixa actividade das glândulas sebáceas, associada à menor capacidade de retenção de água, pode tornar a pele das crianças bastante seca e mesmo até muito seca.

As regiões do corpo que podem ser mais afectadas são os braços, a parte interior das pernas e a parte lateral do tronco e coxas. Quando não se tomam as medidas necessárias para contrariar, manifesta-se como pele descamativa, gretada e com prurido.

[Continua na página seguinte]

A dermatite ou eczema é uma reacção inflamatória da pele visível através de lesões, muitas vezes pruriginosas; as dermatites mais comuns dão pelo nome de atópica e de contacto. A dermatite atópica é uma afecção da pele caracterizada por uma sensibilidade cutânea exagerada e afecta mais frequentemente os cotovelos, punhos, pele atrás dos joelhos e pescoço, no entanto pode surgir em qualquer parte do corpo. Manifesta-se por regiões avermelhadas e inflamadas e com intenso prurido. As crianças coçam as lesões, devido à comichão, podendo levar ao seu agravamento e até mesmo dar origem a infecções.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.