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Como e porquê amamentar?

30 Novembro, 2007 0

Crianças alimentadas artificialmente têm maior risco de desenvolver certos linfomas (doenças dos orgãos linfáticos). (Davis MK, Savitz DA, Graubard BI. “Infant feeding and childhood cancer.” Lancet. 1988;2:365-368 e Shu X-O, Clemens H, Zheng W, et al. “Infant breastfeeding and the risk of childhood lymphoma and leukaemia”. Int J Epidemiol.1995;24:27-32)

Bebés prematuros são especialmente beneficiados com a amamentação. “O leite produzido pelas mulheres que tiveram bebés prematuros é diferentes do leite das mulheres que tiveram a gestação de 9 meses (40 semanas). Especificamente, durante o primeiro mês pós-parto, o leite de mães de bebés prematuros mantém a composição similar ao colostro – que é um leite muito mais forte (“Hamosh, Margit, PhD, Georgetown University Medical Center “Breast-feeding: Unraveling the Mysteries of Mother’s Milk”.)

Os bebés amamentados têm menor risco de contrair enterecolite necrosante. (Lucas A, Cole TJ. “Breast milk and neonatal necrotizing enterocolitis.” Lancet. 1990; 336:519-1523)

Os resultados de uma pesquisa na Finlândia sugerem que a introdução de leites de vaca muito cedo aumenta o risco da criança desenvolver diabete do tipo I (juvenil, insulino-dependente) (Virtanen et al: “Diet, Cow’s milk protein antibodies and the risk of IDDM in Finnish children.” Childhood Diabetes in Finland Study Group. Diabetologia, Apr 1994, 37(4):381-7)

Dados preliminares da Universidade de North Carolina/Duke University indicam que crianças amamentadas tiveram menos risco de contrair artrite juvenil (“Mother’s Milk: An Ounce of Prevention?” Arthritis Today May-June 1994)

A falta de amamentação está associada ao aumento da incidência de esclerose múltipla. (Dick, G. “The Etiology of Multiple Sclerosis.” Proc Roy Soc Med – 1989;69;611-5)

Amamentação protege o bebé contra certos problemas da visão. Um estudo em Bangladdesh mostrou que a amamentação foi um factor importante de protecção para cegueira nocturna entre crianças na idade pré-escolar nas áreas rurais e urbanas. O leite materno é, em geral, a maior, se não única, fonte de vitamina A nos primeiros 24 meses de vida (ou durante o período de amamentação). (Birch E, et al. “Breastfeeding and optimal visual development.” J Pediatr Ophthalmol Strabismus 1993;30:33-8 e Bloem, M. et al. “The role of universal distribution of vitamin A capsules in combatting vitamin A deficiency in Bangladesh.: Am J Epidemiol 1995; 142(8): 843-55)

Leite materno não contém materiais modificados geneticamente. A maioria dos consumidores não sabe o que está a comer e cada vez mais se utilizam alimentos transgénicos, que não são devidamente controlados para já. Em estudos efectuados nos EUA com leites de soja : Alsoy, Similac, Neocare, Isomil and Enfamil Prosobee, todos contêm modificações genéticas. (“Biotechnology’s Bounty”, M.Burros, N.Y. Times 05/21/97).

Vantagens para a mãe

A mãe que amamenta sente-se mais segura e menos ansiosa. Não existe nada melhor que olhar um bebé de cinco meses de idade e saber que toda a nutrição que ele precisa vem de da própria mãe!

Proporciona mais rapidez na diminuição do volume do útero e evita a hemorragia no pós-parto.

A amamentação estimula a produção de oxitocina, que estimula as contracções que vão diminuir o tamanho do útero e expulsar a placenta. Essas contracções também agem nos vasos sanguíneos da mulher diminuindo as hemorragias.

A mulher que amamenta tem menos risco de contrair cancro de mama;

Segundo estudos efectuados, se todas as mulheres que não amamentaram ou amamentaram menos de 3 meses tivessem amamentado por 4 a 12 meses, o cancro de mama entre mulheres na pré-menopausa poderia ser reduzido em 11 por cento, em relação aos números actuais. Se todas as mulheres amamentassem por 24 meses ou mais, essa incidência seria reduzida em quase 25 por cento!

Mulheres que foram amamentadas, quando crianças, mesmo que apenas por um tempo curto, tiveram um risco 25% mais baixo de desenvolver o cancro de mama do que as mulheres que foram amamentadas ao biberão. (Freudenheim, J. et al. 1994 “Exposure to breast milk in infancy and the risk of breast cancer”. Epidemiology 5:324-331)

A amamentação exclusiva protege contra a anemia (deficiência de ferro). Já que as mulheres amamentando exclusivamente, demoram mais tempo para serem menstruadas, as suas “reservas” de ferro não são diminuídas com o periodo menstrual;

A amamentação diminui o risco de osteoporose na vida adulta. A incidência de mulheres com osteoporose que não amamentaram foi 4 vezes maior (Blaauw, R. et al. “Risk factors for development of osteoporosis in a South African population.” SAMJ 1994; 84:328-32;

A amamentação diminui a necessidade de insulina entre as mulheres que dão o seio ao bebé. A redução na dose de insulina no pós-parto foi bastante maior entre as mulheres que amamentavam do que as que davam o biberão. (Davies, H.A., “Insulin Requirements of Diabetic Women who Breast Feed.” British Medical Journal, 1989;

A amamentação estabiliza o progresso de endometriose materna. Não amamentar aumenta o risco de desenvolver cancro do ovário e cancro do endométrio. (Rosenblatt KA, Thomas DB, “WHO Collaborative Study of Neoplasia and Steroid Contraceptives”. Int J Epidemiol. 1993;22:192-197 e Schneider, A.P. “Risk Factor for Ovarian Cancer”. New England Journal of Medicine, 1987).;

Pode ajudar a intervalar o intervalo das gestações, mas atenção, isso só acontece em certas condições especiais.

Amamentar ajuda a mulher a voltar ao peso normal bem mais rapidamente;

Amamentar é muito prático! Após o período inicial, de adaptação, fica muito mais tranquilo. Observe mulheres que amamentam bebés maiores. Tudo que a senhora necessita é levantar a blusa e dar o peito para o bebé. Não necessita sair para comprar leites e biberões, não precisa ferver o equipamento, aquecer o leite, mexer, etc. Se a senhora dormir com o bebé na mesma cama, não precisa de se levantar para preparar o leite, basta tirar o peito e colocar perto da criança; ela faz o resto.

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