50 anos: A idade do perigo
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São múltiplos os sintomas quando a próstata aumenta de volume, normalmente divididos em duas categorias – obstrutivos e irritativos. São sintomas de obstrução a dificuldade em começar a urinar, um esforço excessivo para urinar, jacto de urina fraco, sensação de não ter esvaziado a urina completamente, gotejo no final de urinar, retenção urinária.
Quanto aos sintomas irritativos, incluem micções frequentes, de dia e de noite, premência para urinar, incontinência e ardor ao urinar. Pode acontecer igualmente que haja sangue na urina, infecções urinárias e disfunções sexuais.
Perante estes sintomas há que procurar um médico, pois pode ainda ser tempo de efectuar um tratamento com medicamentos, evitando a cirurgia. Mais tarde, corre-se o risco de prejudicar o bom funcionamento da bexiga e dos rins.
A Hipertrofia Benigna da Próstata é o tumor benigno mais frequente no homem.
Cancro silencioso
Outra doença da próstata, o cancro, é o segundo que mais vítimas faz entre o sexo masculino, depois do cancro do pulmão. Raro antes dos 50 anos mas extremamente frequente depois desta idade, evolui sem se dar por ele, crescendo lentamente sem manifestar sintomas. O que o torna tão grave é a sua capacidade de se metastizar, ou seja, de se expandir para outros órgãos, preferencialmente os gânglios linfáticos, os ossos e pulmões.
Este tumor maligno implica um crescimento das células anormais da próstata, por razões ainda desconhecidas.
Pensa-se que existem factores de ordem genética e ambiental na origem da doença, constituindo um factor de risco a existência de história familiar de cancro da próstata em familiares do sexo masculino do 1º grau.
Os seus sintomas são em tudo idênticos aos da Hipertrofia Benigna da Próstata, incluindo a dificuldade em urinar ou a necessidade de fazê-lo com frequência. Contudo, à medida que o tumor vai crescendo outros sintomas se declaram, como a presença de sangue na urina ou retenção urinária súbita. Quanto as células malignas atingem outros órgãos, pode haver lugar a dores ósseas ou insuficiência renal, por exemplo.
Estes sintomas são muitas vezes manifestações de doença avançada, o que torna o diagnóstico reservado. Daí a importância do diagnóstico precoce, sabendo-se que a taxa de sobrevivência aos cinco anos é de 85 por cento quando o cancro é detectado na sua fase inicial.
O que se faz – sobretudo desde que se desenvolveu o PSA, uma análise de sangue para doseamento do antigénio específico da próstata – é uma pesquisa intencional da doença. A todos os homens com mais de 50 anos recomenda-se, assim, uma consulta anual ao urologista, na qual será feito o rastreio das doenças da próstata. O mais conhecido desses exames – e o que mais inibe os homens – é o toque rectal, através do qual o médico toca a próstata. Se o homem já tiver algum nódulo, o médico detecta-o, podendo avançar para uma ecografia ou uma biopsia.
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Se detectado precocemente, antes de se propagar a outros órgãos, o cancro da próstata pode ser tratado. São os homens com menos de 70 anos os que mais beneficiam do tratamento, até porque os mais velhos sofrem também de outras enfermidades e muitas vezes nem se submetem às opções terapêuticas. Se estiver confinado à próstata, o cancro pode curar-se extirpando-se a glândula ou recorrendo à radioterapia, podendo, no caso dos homens sexualmente activos, optar-se por uma operação que preserva a potência sexual. Assim acontece em 75 por cento dos casos.

