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Vamos dar sangue?

18 Maio, 2011 0

…claro que sim! É que o sangue não se fabrica artificialmente – e só o ser humano o pode doar. Assim se explica que o sangue seja um bem escasso. E que para estar disponível nos serviços hospitalares depende inteiramente de cada um de nós. Vamos lá?

Todos os anos, com regularidade, as autoridades de saúde lançam campanhas de recolha de sangue. O gesto é rápido e sublinha a responsabilidade social que a todos nos cabe. Dar sangue é, pois, um gesto de vida, verdadeiramente essencial, porque alguns minutos perdidos na nossa vida podem ser suficientes para que outras se possam salvar.

O sangue é necessário todos os dias. Pois diariamente existem doentes com anemia. Ou que vão ser submetidos a cirurgia. Acidentados com hemorragias. Doentes oncológicos que fazem tratamentos com quimioterapia.

Doentes transplantados. Etc… etc… etc… Todos eles necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos. Enquanto um doente com anemia pode necessitar de uma ou duas unidades de sangue, 20 unidades para um doente com transplante de fígado podem não ser suficientes. E se estivermos a falar de um doente com leucemia, então significa que serão precisas mais de 100 unidades.

Cada indivíduo tem em circulação 5 a 6 litros de sangue, dependendo da superfície corporal. Uma unidade de sangue representa 450ml. Mas o sangue doado é rapidamente reposto pelo nosso organismo. Daí, não haver qualquer problema em dar sangue com alguma frequência, três a quatro vezes por ano, dependendo do sexo e constituição geral e sem anemia, com valores de hemoglobina igual ou superior a 11g/dl.

Na Transfusão Autóloga, um processo de colheita de sangue de uma ou mais unidades pré-operatoriamente a um doente e que, posteriormente, vão ser administradas ao mesmo doente durante ou após a cirurgia, os critérios de aceitação são mais flexíveis, pois o dador é o próprio doente. O médico de Imunohemoterapia vai avaliar a situação clínica do doente antes de lhe ser colhido o sangue. Não há limite de idade e as crianças também podem entrar num programa de Transfusão Autóloga. As unidades de sangue colhidas vão ser submetidas aos testes analíticos, de acordo com a legislação existente para o sangue homólogo.

Além de permitir poupar sangue aos serviços hospitalares, este processo em que o doente recebe o seu próprio sangue tem inúmeras vantagens, para já não falar nos benefícios especiais para os doentes com grupos sanguíneos raros ou para os que têm determinadas crenças religiosas.

Assim, se vai ser operado, e tem um bom estado geral, contacte o seu médico assistente para saber se está em condições de se submeter a um programa de Transfusão Autóloga. É necessário saber a data da intervenção cirúrgica e o número de unidades de sangue previstas para a operação.

As unidades são colhidas com uma semana de intervalo e a última deve ser colhida 72 horas antes da operação. Os doentes recebem um suplemento de ferro para melhor recuperação durante as colheitas. 

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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