Vacinas no Inverno: Para prevenir a gripe e a pneumonia
O que é a doença pneumocócica?
Doença pneumocócica é o termo utilizado para descrever infecções como pneumonia, septicemia (infecção no sangue) e meningite (inflamação do cérebro). As bactérias que provocam esta doença transmitem-se através da tosse e espirro ou por contacto próximo.
As bactérias entram no nariz e na garganta e aí permanecem durante bastante tempo sem provocarem problemas, mas por vezes podem invadir os pulmões ou a corrente sanguínea, dando origem a infecções.
Quais são os sintomas ou sinais da infecção pneumocócica?
Regra geral, surgem manifestações como febre alta, tosse, arrepios, sensação de falta de ar, dores nopeito. Mas importa saber que os sintomas de uma meningite pneumocócica são sobretudo os seguintes: intensas dores de cabeça, rigidez do pescoço, febre alta, desorientação e sensibilidade à luz.
Quem está em risco?
Os mais novos e os idosos têm um risco acrescido. Na população idosa, o risco aumenta com a idade. A vulnerabilidade a esta doença é maior caso o doente tenha uma doença do coração ou pulmões, diabetes, não tenha baço ou tenha um sistema imunitário debilitado (por exemplo, doentes em tratamento contra o cancro). Também os fumadores com mais de 19 anos devem ser aconselhados a fazer a vacina e a integrar o programa de cessação tabágica, disponível nas farmácias.
O que há a esperar do aconselhamento farmacêutico nas vacinas
O farmacêutico, enquanto profissional de saúde, disponibiliza hoje no espaço da farmácia um serviço de administração de vacinas e está habilitado a prestar esclarecimentos pormenorizados acerca da vacinação, tanto com a vacina contra a gripe como com a vacina contra a pneumonia.
Ele pode ajudar o doente a distinguir uma gripe de uma constipação, orientar na escolha de medicamentos que não requeiram receita médica e que ajudam a melhorar os sintomas, bem como a prestar todos os esclarecimentos sobre os novos medicamentos específicos para a gripe, cedendo aos doentes a melhor informação.
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Nunca é demais reforçar que, por motivos que se prendem sobretudo com a saúde pública e com a segurança de todos os doentes, não é possível dispensar antibióticos sem receita médica. Por este motivo, não deve pressionar o farmacêutico a dispensar antibióticos. É evidente que há complicações que requerem tratamentos com antibióticos (quando se trata de infecções produzidas por bactérias). Compete ao médico essa responsabilidade, profissional a quem cabe também determinar os tipos de doentes para quem a vacinação anual é considerada obrigatória.
Recomenda-se o seguinte:
• Todas as pessoas com doenças crónicas, debilitadas e pessoas com mais de 65 anos devem vacinar-se contra a gripe e contra a pneumonia, a partir de Outubro, e no caso de haver dúvidas sobre a necessidade da vacinação o esclarecimento junto do médico ou do farmacêutico pode ser muito útil;
• Pessoas com história de reacção alérgica a qualquer constituinte da vacina, como por exemplo com alergia ao ovo (presente, mesmo que em quantidades mínimas, na vacina), devem informar o médico e o farmacêutico;

