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Uma alternativa feminina

É assim o preservativo feminino: mais eficaz do que o masculino, confere à mulher o poder de se defender das doenças sexualmente transmissíveis.

É ainda pouco conhecido e, sobretudo, pouco utilizado. Mas é um método contraceptivo eficaz, com vantagens acrescidas sobre o preservativo masculino no que toca à protecção contra doenças sexualmente transmissíveis e até à prevenção de patologias do colo do útero.

O facto de constituir uma alternativa válida levou recentemente a Coordenação Nacional para a Infecção HIV/sida e a Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género a lançarem uma campanha de divulgação dirigida às mulheres, no sentido de lhes dar a conhecer este método e de incentivar a sua utilização.

“Mulher prevenida…” – foi esta a mensagem que passou nas televisões e nas salas de cinema. Uma mensagem que sintetiza o objectivo desta iniciativa: os seus autores pretenderam transmitir a ideia de que o uso do preservativo feminino confere à mulher o controlo sobre as relações sexuais.

A ideia subjacente é de que está nas mãos da mulher uma nova atitude: a de tomar a decisão de se proteger sem ter de negociar com o parceiro, sem estar dependente da vontade do homem de usar (ou não) preservativo.

Além desta questão, os especialistas defendem que, em termos técnicos, o preservativo feminino é mais eficaz do que o masculino, por ser mais espesso e cobrir uma área mais abrangente. Isto porque, por um lado, é feito à base de um material semelhante ao de um saco de plástico e, por outro, porque possui um anel exterior que cobre parte dos lábios vaginais e do clitóris.

Estas vantagens do preservativo feminino levaram as autoridades de saúde a, em 2008, distribui-lo gratuitamente por organizações não governamentais que trabalham com prostitutas: foram distribuídos 50 mil. O passo seguinte é colocá-lo gratuitamente à disposição da mulher nos centros de saúde.

O objectivo é vencer o desconhecimento e a relutância no seu uso. Duas marcas chegaram a estar à venda em Portugal, mas a procura foi residual. Na origem deste fenómeno estão algumas características do próprio preservativo: uma delas é o material, considerado pouco agradável e passível de diminuir a sensibilidade durante o acto sexual.

Além disso, colocá-lo parece não ser fácil e requer prática, o que pode também ter desincentivado as mulheres. Outro factor negativo foi o preço – mais elevado do que o do preservativo masculino.

São obstáculos que os médicos e as autoridades de saúde pretendem derrubar, enfatizando que o preservativo feminino é a única alternativa válida para a mulher se proteger das doenças sexualmente transmissíveis, sem necessidade de negociar com o parceiro. O poder de decidir sobre a sua saúde – eis a mensagem dirigida às mulheres portuguesas.

 

Um método de barreira

O preservativo, masculino ou feminino, constitui um método contraceptivo de barreira, o que significa que evita a gravidez bloqueando os espermatozóides e impedindo assim que cheguem ao óvulo e o fertilizem.

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É, além disso, a principal arma de prevenção da infecção por HIV/sida. A sua acção é, pois, dupla – evita que esperma tenha acesso ao aparelho reprodutor feminino e evita que os microorganismos infecciosos passem de um parceiro para outro.

No que respeita ao preservativo feminino, esta dupla protecção é reforçada com o facto de cobrir uma área mais alargada dos genitais.

Com a forma de uma manga ou tubo, é constituído por dois anéis, um dos quais é fechado e fica no interior da vagina, tapando o colo do útero, e o outro é aberto, ajustando-se em volta da abertura da vagina e da vulva.

Mais resistente do que o masculino, tem ainda a vantagem de não interferir com o acto sexual, na medida em que pode ser inserido com antecedência.

Exige, no entanto, mais tempo para a sua colocação, além de que pode diminuir a sensibilidade vaginal.

 

Modo de uso

A dificuldade de colocação é um dos factores que contribui para a fraca aceitação deste método. Eis, passo a passo, o modo de o utilizar:

• Segure o preservativo com a extremidade aberta virada para baixo;

• Use o polegar e o dedo médio para comprimir o anel fechado de modo a dar-lhe a forma oval;

• Com a outra mão, afaste os lábios da vulva;

• Insira o anel e o tubo plástico na vagina;

• Com o indicador empurre-o o mais profundamente possível;

• Assegure-se de que o anel externo e parte do preservativo estão fora da vagina e sobre a vulva;

• No final, torça o anel externo e puxe delicadamente o preservativo; retire logo após a ejaculação.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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