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Tiróide: O “efeito borboleta” do corpo humano

28 Setembro, 2009 0

 

90% dos nódulos têm origem benigna

De acordo com Jácome de Castro, cerca de 4 a 5% dos adultos apresentam nódulos na tiróide com mais de um centímetro. “Situações como esta devem ser observadas por um endocrinologista, para avaliar a natureza do nódulo. No caso de se constatar que o nódulo é benigno, os doentes devem ser acompanhados anualmente”, fundamenta. Embora a maioria dos nódulos não aumente de tamanho, é necessário proceder a uma ecografia e uma análise da função tiroideia. Trata-se de um método que permite vigiar um eventual crescimento do nódulo ou uma alteração na sua função.

Do total de casos, perto de 90% dos nódulos que aparecem na tiróide têm uma origem benigna. Os restantes 10% podem evoluir para cancro. Mas a boa notícia é que a esmagadora maioria dos carcinomas da tiróide são curáveis. “Para que isto aconteça, é preciso diagnosticar precocemente”, ressalva.

Quando se detecta um cancro na tiróide, o tratamento primário passa pela remoção integral desta glândula. Segundo as informações que constam no site do Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia (http://www.spedm-tiroide.org/), estes tumores geralmente têm bom prognóstico: “a cirurgia é curativa na maioria dos casos e não causa dor nem incapacidade”. Após a cirurgia, os especialistas prescrevem o tratamento à base de hormona tiroideia, para “que o organismo se mantenha normal”, diz a mesma fonte.

 

SPEDM alerta para disfunções da tiróide

A Sociedade Portuguesa de Endocrinologia (SPE) criou, há dez anos, uma secção dedicada ao estudo da tiróide. Jácome de Castro, presidente deste Secção, enumera os principais objectivos:

– Sensibilizar a população para as doenças da tiróide, distribuindo brochuras e panfletos em farmácias e hospitais, para além de disponibilizarem as informações online;

– Promover a articulação com os especialistas de Medicina Geral e Familiar, criando consensos de actuação;

– Impulsionar a investigação clínica e epidemiológica das doenças da tiróide no nosso país;

– Incentivar a relação da Endocrinologia portuguesa com grupos europeus e americanos.

 

Portugal recebeu Congresso Europeu da Tiróide

A cidade de Lisboa foi o palco da 34.ª edição do Congresso Europeu da Tiróide. O número de inscrições e de trabalhos científicos apresentados neste evento ultrapassou as expectativas de anos anteriores. “Batemos todos os recordes e pensamos que será um grande estímulo para a Endocrinologia portuguesa”, remata Jácome de Castro, presidente do Congresso.

Jornal do Centro de Saúde

www.jornaldocentrodesaude.pt

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