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Tem tosse?

26 Fevereiro, 2014 0

Nem todas as tosses são iguais, como se vai ver. Há a chamada tosse seca, irritativa, por vezes induzida por um “formigueiro” na garganta e que não tem expectoração. É uma tosse habitualmente incomodativa que vai aumentando a irritação da garganta.

Por ser um mecanismo de defesa, por norma, a tosse não deve ser suprimida, contudo existem situações em que é necessário recorrer a medicação. Este tipo de tosse pode ser tratado com antitússicos ou antialérgicos, consoante a sua origem.

Existem vários tipos de antitússicos, alguns dos quais requerem receita médica e podem interferir com a capacidade de atenção e de condução, por provocarem sonolência; há também substâncias capazes de lubrificar as vias respiratórias, que atuam reduzindo a irritação, e que se apresentam habitualmente sob a forma de pastilhas.

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A tosse com expectoração não deve ser suprimida de forma repentina, pois a expectoração pode ficar retida nos brônquios, o que pode ocasionar complicações graves. Por tal razão, a tosse com expectoração não pode ser tratada com antitússicos mas sim com expectorantes ou mucolíticos (são substâncias que tornam a expectoração menos espessa e mais fácil de ser eliminada). Quando se inicia o tratamento, a tosse não desaparece imediatamente, mas à medida que a expectoração vai sendo expulsa das vias respiratórias a tosse vai diminuindo.

Um dos exemplos mais representativos de que o tratamento da tosse requer aconselhamento profissional é o caso do doente diabético. Nesta situação o aconselhamento farmacológico está condicionado, sendo preferível o uso de medicamentos sem açúcar. Há ainda outras situações que requerem atenção e onde se revela que o aconselhamento farmacêutico é fundamental. É importante ter em conta que a tosse nas crianças pode estar associada a asma, infecções respiratórias, refluxo gastroesofágico, entre outras causas. Acresce que, de uma forma geral, as crianças com menos de dois anos devem ser encaminhadas para consulta médica.

 

Como actuam os antitússicos e os expectorantes

Muitos medicamentos para o tratamento da tosse têm na sua compomas outros apresentam associações de substâncias. A escolha deve recair preferencialmente sobre medicamentos com uma só substância activa, é a melhor maneira de evitar complicações.

Os medicamentos utilizados no tratamento dos vários tipos de tosse podem apresentar-se em xarope, em comprimidos, cápsulas ou em pastilhas. Os comprimidos ou as cápsulas com a mesma composição do xarope têm eficácia semelhante e podem até ser mais fáceis de utilizar, particularmente para as pessoas que passam o dia fora de casa e que têm necessidade de tomar o medicamento a meio do dia.

Doentes que tenham glaucoma ou problemas de próstata devem também informar o médico ou o farmacêutico, já que nestas situações alguns medicamentos para a tosse são contra-indicados. É oportuno aqui chamar a atenção para o facto de alguns dos medicamentos para a tosse poderem agravar problemas gástricos já existentes, como sejam uma úlcera ou uma gastrite, questões que por si só justificam que se dialogue abertamente com o farmacêutico.

Como alguns destes medicamentos podem diminuir o estado de alerta, conforme já se referiu atrás, se o doente  estiver a tomar outros fármacos que provocam igualmente sonolência (caso de alguns medicamentos destinados a tratar alergias, depressão, insónias, entre outros), é certo e seguro que este efeito irá aumentar, Por consequência, a toma simultânea de tais medicamentos deve ser evitada.

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