Sistema imunitário: O escudo protector do organismo
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Um idoso com bom sistema imunitário “é aquele que tem a quantidade de células imunológicas normais, principalmente linfócitos”. Se estas células estiverem dentro dos níveis normais, há uma probabilidade menor de contraírem “infecções ou outras doenças com base imunológica” e “uma resposta mais satisfatória à infecção e ao tratamento”, fundamenta. “Um idoso que não tenha doenças graves, que faça uma alimentação equilibrada e variada e que faça actividade física regular, em princípio terá um bom sistema imunitário.”
Segundo alguns estudos, a prática de exercício físico regular “atrasa o envelhecimento do sistema imunitário, tornando as células do sistema imunitário, especialmente os linfócitos do tipo T, mais capazes de uma boa resposta”. Apesar de o envelhecimento ser algo que não pode ser controlado, há possibilidade de se reforçar o sistema imunitário, “através de estimulantes, nomeadamente as vacinas contra determinadas doença”.
“De acordo com as recomendações europeias, está comprovada a eficácia da vacina a anti-gripal, anti-pneumocócica, a tripla (difteria, tétano, pertussis) e a anti-herpes hoster devem ser feitas, de acordo com protocolo estabelecido para os idosos”, comenta o especialista.
O segredo está na alimentação
Sabia que uma alimentação equilibrada ajuda a reforçar as defesas naturais? “O consumo nutricional adequado contribui significativamente para o estado de saúde e bem-estar dos adultos, em especial dos individuos idosos. Hábitos alimentares saudáveis e nutricionalmente adequados às necessidades dos individuos na terceira idade promovem qualidade de vida, vitalidade, independencia e autonomia, melhora a capacidade de recuperar de doenças e favorece o prognóstico dos individuos hospitalizados”, diz a nutricionista Vanessa Candeias.
“Os idosos são altamente vulneráveis quer a doenças crónicas como infecciosas e também a estados de desnutrição. Um bom estado nutricional vai contribuir para o reforço do sistema imunitário e, deste modo, previne algumas patologias.” A chave de uma boa alimentação na terceira idade é a ingestão “necessária de macro, especialmente calorias/ energia e proteínas e micro nutrientes”, assegura.
Alguns estudos indicam que “os idosos são particularmente vulneráveis às carências de zinco e vitaminas E, B6, A e D”. Para Vanessa Candeias, “estes micronutrientes desempenham papeis fundamentais na manutenção de uma saudável resposta do sistema imunitário. O segredo está na variedade de alimentos que se consome, evitando, sempre que possível, “os hábitos alimentares monótonos e nutricionalmente insuficientes”.
“Não existem alimentos milagrosos que contenham numa única porção todos os nutrientes (macro e micro) necessários para uma vida saudável. O importante é que cada individuo faça uma alimentação variada e equilibrada – rica em hortofrutícolas. Assegurar um mínimo de 400g por dia de frutos, legumes e hortaliças têm um efeito protector do sistema imunitario e promotor da saúde.
Se esta quantidade de hortofrutícolas for consumida, incluída num padrão alimentar com quantidades adequadas de leguminosas, cereais e seus derivados, frutos secos, leite e lacticínios, uma quantidade moderada de carne e peixe, o estado nutricional da pessoa idosa será provavelmente mantido em níveis aceitaveis.
O consumo regular de produtos lácteos fermentados, como o iogurte, pode contribuir para um reforço das defesas imunitárias no intestino. Caso isto não seja possível, deve-se complementar a alimentação com suplementos multivitaminicos e minerais, sob vigilancia médica, pode contribuir para a melhoria da resposta imunitaria e para a saúde dos idosos. “

