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Sistema Digestivo: Situações de pequena gravidade

8 Novembro, 2009 0

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Dado que os antiácidos podem ser adquiridos sem receita médica, para alívio destes mal-estares ocasionais convém conhecê-los um pouco melhor, uma vez que nenhum deles é inofensivo.

Ao dialogar com o farmacêutico ficará a saber que: o efeito de um antiácido é, regra geral, mais prolongado se for tomado uma a duas horas após uma refeição; os antiácidos têm composições diferentes e, por conseguinte, efeitos secundários e contra-indicações específicas; os antiácidos podem interferir com outros tratamentos, ao diminuírem o efeito da terapêutica que o doente está a fazer (um exemplo desta situação é o que pode ocorrer com alguns antibióticos, que em associação com antiácidos podem ter a sua acção diminuída, mantendo-se a infecção) – por este motivo recomenda-se que a toma de antiácidos ocorra duas horas antes ou uma hora depois da toma de outros medicamentos.

 

Cuidados com os laxantes

Dentro dos medicamentos que podem ocasionar a prisão de ventre destacam-se os antiácidos, medicamentos para as cólicas, anticonvulsivantes, alguns antidepressivos, analgésicos, entre outros, e também os próprios laxantes, cujo abuso pode originar um quadro de prisão de ventre.

A preocupação a ter com o uso dos laxantes é particularmente importante em crianças, idosos, grávidas e mulheres a amamentar. As crianças e os idosos são muito sensíveis à desidratação e à perda de sais minerais que os laxantes podem provocar se forem potentes, não se recomendando, por isso, laxantes irritantes.

É preciso dar particular atenção à composição de laxantes para crianças e não se deixar sugestionar pelo nome comercial que pode dar lugar a enganos por se fazer menção a um produto natural – os produtos à base de plantas também podem originar efeitos adversos e, por vezes, não são recomendados (o utente deve ler sempre a composição do laxante).

Na grávida, os laxantes expansores do volume fecal são os mais indicados. Uma mulher a amamentar deve ter uma precaução redobrada com os laxantes que toma, porque alguns são eliminados pelo leite e provocam diarreia no bebé.

Não é demais insistir que a necessidade de recorrer aos laxantes seria evitável, na grande maioria dos casos, se as pessoas adoptassem bons hábitos alimentares e estilos de vida mais saudáveis e que estão ao alcance de todos.

Também aqui o aconselhamento farmacêutico poderá revelar-se do maior interesse. É nesse diálogo que se fica a compreender porque é que não se devem tomar laxantes de ânimo leve, qual a alimentação mais adequada para melhorar a prisão de ventre e como identificar as causas.

Nesse diálogo, caso esteja a tomar medicamentos, pergunte ao seu farmacêutico se algum deles pode ser responsável pela prisão de ventre. E, por último, informe o seu farmacêutico sobre outros sintomas que acompanham a sua prisão de ventre, como, por exemplo, dores abdominais ou vómitos, já que estes podem ser motivos para uma consulta médica.

A propósito, não insista na toma de laxantes que requerem receita médica. Como se vê, nas situações de pequena gravidade do sistema digestivo há tudo a ganhar em saber usar e abusar do aconselhamento farmacêutico.

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