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Rins: Filtros naturais

Um dos quatro elementos da natureza, a água é fundamental à vida. No entanto, existe uma pequena parte de nós para a qual a água, mais do que essencial, é vital: são os rins, verdadeiros filtros naturais que, quando estimados, contribuem para o bom funcionamento do corpo humano.

Dizer que a água é sinónimo de saúde parece ser já um lugar comum. Desde cedo, na escola, ensinam-se todas as funções desde líquido “miraculoso” e aquilo que, claramente, justifica todos os benefícios associados: é que o corpo humano é constituído 50 a 60 por cento de água, no caso de um adulto, e cerca de 75 por cento, no caso de um recém-nascido.

A água é essencial para garantir muitas das nossas funções vitais como sejam regular a temperatura corporal, remover os resíduos do nosso metabolismo, hidratar a pele, lubrificar as articulações e transportar os nutrientes até às células através da circulação sanguínea, entre outros.

Em pleno Verão, a água torna-se ainda mais necessária, sobretudo, para os rins, que sem ela não cumpririam todas as suas funções.

Estes dois órgãos, em forma de feijão dispostos simetricamente no nosso abdómen, podem parecer pouco importantes, mas são fulcrais para uma vida saudável. São eles os responsáveis pela filtragem dos resíduos transportados pelo sangue, eliminados depois através da urina.

Controlam a quantidade de água presente no organismo e são também produtores de algumas hormonas que controlam, por exemplo, a pressão arterial e a produção de glóbulos vermelhos.

Com um papel tão importante, qualquer alteração no seu funcionamento pode dar origem a problemas de saúde mais complicados que são, muitas vezes, silenciosos. Na verdade, à excepção dos cálculos renais, conhecidos por “pedra no rim”, as patologias renais apenas se manifestam quando já há danos.

Por isso nunca a palavra “prevenção” fez tanto sentido. Para um eficaz funcionamento dos rins e, logo, para se viver em saúde, é necessário tratá-los bem através da ingestão regular de água e de uma alimentação regrada.

[Continua na página seguinte]

Saúde pela água

Num adulto, a quantidade de água ingerida diariamente não deve ser inferior a um litro e meio, para que se mantenha o equilíbrio hídrico, por exemplo, de uma pessoa sedentária que viva num clima temperado como o português.

Cumprir este princípio parece, por vezes, uma tarefa complicada mas, contas feitas, bastarão entre seis a oito copos de água ao longo do dia: ao acordar e ao deitar e sempre antes de cada refeição. No final, o resultado deverá ser urina clara – um dos sinais de uma boa saúde renal.

Um cenário contrário tenderá, no entanto, a ser sinónimo de problemas. Esperar que se sinta sede é um mau princípio, já que essa informação demora a ser transmitida pelo cérebro e, quando essa alerta é dado, significa que o corpo já está em défice hídrico. Um dos sinais de desidratação é a existência de uma urina mais escura e em menor quantidade, que prova de que os rins não estão a funcionar correctamente e os resíduos tóxicos não estão a ser eliminados devidamente.
Por esta razão, é preciso ter consciência de que a saúde está mesmo na água.

 

Sal significado de “mal”

É também sabido que o consumo excessivo de sal nada tem de benéfico, seja para que órgão for. Para os rins, se consumido com moderação, cerca de cinco a seis gramas por dia, tal como a água, pode ajudar a um bom funcionamento. Contudo, o excesso prejudica o equilíbrio hídrico do organismo e uma das provas mais simples dos seus malefícios está relacionada com a “tensão” arterial. O sal é um factor de risco da hipertensão arterial que, por sua vez, é um factor de risco das doenças renais. A verdade é que a hipertensão danifica os vasos sanguíneos dos rins, impedindo-os de expelir os resíduos através da urina e de regular o equilíbrio hidro-electrolítico do nosso organismo.

E, aqui, ganha todo o sentido uma lição que deve ser estudada e bem aprendida: reduzir o sal no tempero da comida, eliminar alimentos pré-cozinhados e enlatados, bem como muitos produtos de charcutaria, que habitualmente têm excesso de sal. Estes são os primeiros passos para um bom funcionamento dos rins e para o bem-estar de todo o corpo.

[Continua na página seguinte]

Prevenção e atenção

Vigiar alguns sinais de alerta será sempre importante para controlar a saúde dos rins. Mãos e pés inchados; alterações no aspecto na urina; urgência em urinar, sobretudo à noite; dificuldade em urinar ou urina menos abundante e perda de apetite e de peso são alguns dos indicadores da necessidade de recorrer ao aconselhamento de um profissional de saúde.

Atenção redobrada deve ser dada, também, às doenças que ameaçam os rins como a hipertensão arterial, gota, otites, hipertrofia da próstata e infecções urinárias. A prevenção passa por vigiar e tratar estas patologias, fazer análises regulares, sempre que se justifique, beber muita água, reduzir a ingestão de álcool, deixar de fumar e urinar com frequência evitando a retenção da urina na bexiga, pois pode favorecer o aparecimento de infecções urinárias.

 

Diga-me o que come…

Saber o que se come ajuda a perceber como está a sua saúde renal. É que para o bom funcionamento dos rins existem alimentos a privilegiar e outros a evitar. Cenouras, couve, espinafres, pêssegos, melão, brócolos, e tantos outros alimentos ricos em vitamina A são bons amigos dos rins, pois esta vitamina está alegadamente associada ao bom funcionamento dos rins, contribuindo para a prevenção da formação de cálculos renais. No lado oposto, a evitar ou consumir apenas em doses moderadas, todos os alimentos com elevado teor proteico e/ ou muito ricos em sal e colesterol.

No entanto, é necessário reter que o segredo de uma boa saúde renal passa não pela total supressão de determinados alimentos, mas pelo seu consumo moderado.

Dizer que a água é sinónimo de saúde parece ser já um lugar comum. Desde cedo, na escola, ensinam-se todas as funções desde líquido “miraculoso” e aquilo que, claramente, justifica todos os benefícios associados: é que o corpo humano é constituído 50 a 60 por cento de água, no caso de um adulto, e cerca de 75 por cento, no caso de um recém-nascido.

A água é essencial para garantir muitas das nossas funções vitais como sejam regular a temperatura corporal, remover os resíduos do nosso metabolismo, hidratar a pele, lubrificar as articulações e transportar os nutrientes até às células através da circulação sanguínea, entre outros.

Em pleno Verão, a água torna-se ainda mais necessária, sobretudo, para os rins, que sem ela não cumpririam todas as suas funções.

Estes dois órgãos, em forma de feijão dispostos simetricamente no nosso abdómen, podem parecer pouco importantes, mas são fulcrais para uma vida saudável. São eles os responsáveis pela filtragem dos resíduos transportados pelo sangue, eliminados depois através da urina.

Controlam a quantidade de água presente no organismo e são também produtores de algumas hormonas que controlam, por exemplo, a pressão arterial e a produção de glóbulos vermelhos.

Com um papel tão importante, qualquer alteração no seu funcionamento pode dar origem a problemas de saúde mais complicados que são, muitas vezes, silenciosos. Na verdade, à excepção dos cálculos renais, conhecidos por “pedra no rim”, as patologias renais apenas se manifestam quando já há danos.

Por isso nunca a palavra “prevenção” fez tanto sentido. Para um eficaz funcionamento dos rins e, logo, para se viver em saúde, é necessário tratá-los bem através da ingestão regular de água e de uma alimentação regrada.

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Saúde pela água

Num adulto, a quantidade de água ingerida diariamente não deve ser inferior a um litro e meio, para que se mantenha o equilíbrio hídrico, por exemplo, de uma pessoa sedentária que viva num clima temperado como o português.

Cumprir este princípio parece, por vezes, uma tarefa complicada mas, contas feitas, bastarão entre seis a oito copos de água ao longo do dia: ao acordar e ao deitar e sempre antes de cada refeição. No final, o resultado deverá ser urina clara – um dos sinais de uma boa saúde renal.

Um cenário contrário tenderá, no entanto, a ser sinónimo de problemas. Esperar que se sinta sede é um mau princípio, já que essa informação demora a ser transmitida pelo cérebro e, quando essa alerta é dado, significa que o corpo já está em défice hídrico. Um dos sinais de desidratação é a existência de uma urina mais escura e em menor quantidade, que prova de que os rins não estão a funcionar correctamente e os resíduos tóxicos não estão a ser eliminados devidamente.
Por esta razão, é preciso ter consciência de que a saúde está mesmo na água.

 

Sal significado de “mal”

É também sabido que o consumo excessivo de sal nada tem de benéfico, seja para que órgão for. Para os rins, se consumido com moderação, cerca de cinco a seis gramas por dia, tal como a água, pode ajudar a um bom funcionamento. Contudo, o excesso prejudica o equilíbrio hídrico do organismo e uma das provas mais simples dos seus malefícios está relacionada com a “tensão” arterial. O sal é um factor de risco da hipertensão arterial que, por sua vez, é um factor de risco das doenças renais. A verdade é que a hipertensão danifica os vasos sanguíneos dos rins, impedindo-os de expelir os resíduos através da urina e de regular o equilíbrio hidro-electrolítico do nosso organismo.

E, aqui, ganha todo o sentido uma lição que deve ser estudada e bem aprendida: reduzir o sal no tempero da comida, eliminar alimentos pré-cozinhados e enlatados, bem como muitos produtos de charcutaria, que habitualmente têm excesso de sal. Estes são os primeiros passos para um bom funcionamento dos rins e para o bem-estar de todo o corpo.

[Continua na página seguinte]

Prevenção e atenção

Vigiar alguns sinais de alerta será sempre importante para controlar a saúde dos rins. Mãos e pés inchados; alterações no aspecto na urina; urgência em urinar, sobretudo à noite; dificuldade em urinar ou urina menos abundante e perda de apetite e de peso são alguns dos indicadores da necessidade de recorrer ao aconselhamento de um profissional de saúde.

Atenção redobrada deve ser dada, também, às doenças que ameaçam os rins como a hipertensão arterial, gota, otites, hipertrofia da próstata e infecções urinárias. A prevenção passa por vigiar e tratar estas patologias, fazer análises regulares, sempre que se justifique, beber muita água, reduzir a ingestão de álcool, deixar de fumar e urinar com frequência evitando a retenção da urina na bexiga, pois pode favorecer o aparecimento de infecções urinárias.

 

Diga-me o que come…

Saber o que se come ajuda a perceber como está a sua saúde renal. É que para o bom funcionamento dos rins existem alimentos a privilegiar e outros a evitar. Cenouras, couve, espinafres, pêssegos, melão, brócolos, e tantos outros alimentos ricos em vitamina A são bons amigos dos rins, pois esta vitamina está alegadamente associada ao bom funcionamento dos rins, contribuindo para a prevenção da formação de cálculos renais. No lado oposto, a evitar ou consumir apenas em doses moderadas, todos os alimentos com elevado teor proteico e/ ou muito ricos em sal e colesterol.

No entanto, é necessário reter que o segredo de uma boa saúde renal passa não pela total supressão de determinados alimentos, mas pelo seu consumo moderado.

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