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Quando o suor é demais…

Todos transpiramos, mas há pessoas que suam mais do que outras. E pessoas a quem o suor incomoda muito, perturbando mesmo a sua vida social. São pessoas com hiperidrose.

A transpiração é uma função vital do nosso organismo, na medida em que funciona como um regulador da temperatura interna: na prática, permite ao corpo perder calor e recuperar o equilíbrio térmico.

Assim sendo, transpirar é natural. Mas a verdade é que no Verão parecemos dar mais pela transpiração, na medida em que o calor aperta no exterior, obrigando o organismo a produzir mais suor.

É o sistema nervoso simpático que “comanda” este processo, regulando as glândulas que são responsáveis pela produção de suor. Estas glândulas existem em praticamente todo o corpo, podendo libertar até dois litros de suor por hora ainda que, em média, a produção de suor ronde os 100 ml por dia.

Apesar de terem em comum a produção de suor, existem dois tipos de glândulas sudoríparas. Umas, chamadas écrinas, distribuem-se por todo o corpo, apesar de estarem presentes em maior quantidade nas palmas das mãos e dos pés.

Só não existem nas unhas, nos lábios e nos genitais. Reagem ao calor, mas também aos estímulos psíquicos, libertando uma solução aquosa, rica em sal e amoníaco que quase não se vê e não tem cheiro.

As que dão má fama à transpiração são outras. São as glândulas apócrinas, que se localizam sobretudo junto aos genitais e nas axilas. É na puberdade que estas glândulas se desenvolvem e são elas as responsáveis pelo odor próprio de cada pessoa.

O cheiro desagradável do suor está associado a estas glândulas. Vejamos como. O suor é composto principalmente por água, alguns sais minerais, como o cloreto de sódio, e algumas substâncias orgânicas e produtos do nosso metabolismo. Estas substâncias são posteriormente degradadas pelas bactérias, presentes nas axilas e nos genitais, onde encontram um ambiente mais propício ao seu desenvolvimento – calor e humidade, utilizando os nutrientes libertados com a transpiração para se “alimentarem”, degradando-os. O resultado pode ser a libertação de odores menos agradáveis…

[Continua na páginas seguinte]

Uma doença que embaraça

Este cenário pode acontecer a qualquer pessoa em qualquer altura. Mas há pessoas que suam em abundância e constantemente. São pessoas que apresentam o rosto constantemente salpicado ou que têm as mãos permanentemente húmidas ou até que surgem com a parte superior do vestuário manchado aqui e ali.

A um primeiro olhar podem ser rotuladas de pouco higiénicas, mas a verdade é que a higiene pode ter pouco ou nada a ver com essa transpiração excessiva: pode ser uma situação de hiperidrose.

Na origem desta desordem está uma disfunção do sistema nervoso cuja causa ainda não é totalmente conhecida.

 A hiperidrose pode afectar todo o corpo ou restringir-se a regiões como as mãos, pés, axilas e face.

Homens e mulheres parecem sofrer de igual forma deste distúrbio, que pode começar a manifestar-se ainda na infância e que tem impacto ao nível psicológico e social. A hiperidrose pode trazer consequências negativas do ponto de vista emocional, social e até no desempenho de algumas funções básicas do dia-a-dia.

Daqui pode resultar a tentação de estar sempre a lavar as mãos, tomar banho ou mudar de roupa com frequência. Mas, ainda que a higiene ajude, não resolve o problema.

O ideal é consultar um especialista – neste caso, um endocrinologista que pode recomendar alguns cuidados e tratamentos que podem ajudar a controlar a transpiração excesso, embora não haja propriamente um medicamento que actue directamente sobre a hiperidrose.

Nas situações mais graves, após avaliação médica cuidada, pode haver lugar a cirurgia, destinada a suprimir os estímulos nervosos às glândulas sudoríparas.

O importante é que, perante os sintomas de uma transpiração mais abundante que o normal, se procure ajuda médica, antes que o problema afecte a qualidade de vida.

[Continua na páginas seguinte]

À prova de suor

O suor é natural, mas nada melhor do que garantir que o nosso cheiro não incomoda os outros. O mesmo é dizer que o melhor é usar desodorizante. Alternativas há muitas, em spray, stick, roll-on ou creme. Em caso de transpiração moderada, podem ser usados desodorizantes da linha do perfume que se aplica diariamente. À base de alguns agentes bactericidas e sais de alumínio, são eficazes na diminuição do odor da transpiração, ao mesmo tempo que reduzem o número de bactérias e as impedem de degradar os componentes do suor.

Deixam uma fragrância envolvente e costumam ser eficazes por cinco a seis horas consecutivas. Já para os casos de transpiração mais abundante, são preferíveis os anti-transpirantes, que contêm ingredientes que actuam nos canais das glândulas sudoríparas, controlando a saída do suor. A sua acção mantém-se normalmente por 24 horas. Apesar de reduzirem a quantidade de suor, não interferem no processo de arrefecimento do corpo.

Para os pés, tal como para as axilas, pode ser necessário um produto que regule a produção de suor. Cuidados como evitar meias e calçado sintético e a prática de uma higiene rigorosa contribuem para prevenir a proliferação de bactérias e fungos, evitando também os maus odores.

A transpiração é uma função vital do nosso organismo, na medida em que funciona como um regulador da temperatura interna: na prática, permite ao corpo perder calor e recuperar o equilíbrio térmico.

Assim sendo, transpirar é natural. Mas a verdade é que no Verão parecemos dar mais pela transpiração, na medida em que o calor aperta no exterior, obrigando o organismo a produzir mais suor.

É o sistema nervoso simpático que “comanda” este processo, regulando as glândulas que são responsáveis pela produção de suor. Estas glândulas existem em praticamente todo o corpo, podendo libertar até dois litros de suor por hora ainda que, em média, a produção de suor ronde os 100 ml por dia.

Apesar de terem em comum a produção de suor, existem dois tipos de glândulas sudoríparas. Umas, chamadas écrinas, distribuem-se por todo o corpo, apesar de estarem presentes em maior quantidade nas palmas das mãos e dos pés.

Só não existem nas unhas, nos lábios e nos genitais. Reagem ao calor, mas também aos estímulos psíquicos, libertando uma solução aquosa, rica em sal e amoníaco que quase não se vê e não tem cheiro.

As que dão má fama à transpiração são outras. São as glândulas apócrinas, que se localizam sobretudo junto aos genitais e nas axilas. É na puberdade que estas glândulas se desenvolvem e são elas as responsáveis pelo odor próprio de cada pessoa.

O cheiro desagradável do suor está associado a estas glândulas. Vejamos como. O suor é composto principalmente por água, alguns sais minerais, como o cloreto de sódio, e algumas substâncias orgânicas e produtos do nosso metabolismo. Estas substâncias são posteriormente degradadas pelas bactérias, presentes nas axilas e nos genitais, onde encontram um ambiente mais propício ao seu desenvolvimento – calor e humidade, utilizando os nutrientes libertados com a transpiração para se “alimentarem”, degradando-os. O resultado pode ser a libertação de odores menos agradáveis…

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Uma doença que embaraça

Este cenário pode acontecer a qualquer pessoa em qualquer altura. Mas há pessoas que suam em abundância e constantemente. São pessoas que apresentam o rosto constantemente salpicado ou que têm as mãos permanentemente húmidas ou até que surgem com a parte superior do vestuário manchado aqui e ali.

A um primeiro olhar podem ser rotuladas de pouco higiénicas, mas a verdade é que a higiene pode ter pouco ou nada a ver com essa transpiração excessiva: pode ser uma situação de hiperidrose.

Na origem desta desordem está uma disfunção do sistema nervoso cuja causa ainda não é totalmente conhecida.

 A hiperidrose pode afectar todo o corpo ou restringir-se a regiões como as mãos, pés, axilas e face.

Homens e mulheres parecem sofrer de igual forma deste distúrbio, que pode começar a manifestar-se ainda na infância e que tem impacto ao nível psicológico e social. A hiperidrose pode trazer consequências negativas do ponto de vista emocional, social e até no desempenho de algumas funções básicas do dia-a-dia.

Daqui pode resultar a tentação de estar sempre a lavar as mãos, tomar banho ou mudar de roupa com frequência. Mas, ainda que a higiene ajude, não resolve o problema.

O ideal é consultar um especialista – neste caso, um endocrinologista que pode recomendar alguns cuidados e tratamentos que podem ajudar a controlar a transpiração excesso, embora não haja propriamente um medicamento que actue directamente sobre a hiperidrose.

Nas situações mais graves, após avaliação médica cuidada, pode haver lugar a cirurgia, destinada a suprimir os estímulos nervosos às glândulas sudoríparas.

O importante é que, perante os sintomas de uma transpiração mais abundante que o normal, se procure ajuda médica, antes que o problema afecte a qualidade de vida.

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À prova de suor

O suor é natural, mas nada melhor do que garantir que o nosso cheiro não incomoda os outros. O mesmo é dizer que o melhor é usar desodorizante. Alternativas há muitas, em spray, stick, roll-on ou creme. Em caso de transpiração moderada, podem ser usados desodorizantes da linha do perfume que se aplica diariamente. À base de alguns agentes bactericidas e sais de alumínio, são eficazes na diminuição do odor da transpiração, ao mesmo tempo que reduzem o número de bactérias e as impedem de degradar os componentes do suor.

Deixam uma fragrância envolvente e costumam ser eficazes por cinco a seis horas consecutivas. Já para os casos de transpiração mais abundante, são preferíveis os anti-transpirantes, que contêm ingredientes que actuam nos canais das glândulas sudoríparas, controlando a saída do suor. A sua acção mantém-se normalmente por 24 horas. Apesar de reduzirem a quantidade de suor, não interferem no processo de arrefecimento do corpo.

Para os pés, tal como para as axilas, pode ser necessário um produto que regule a produção de suor. Cuidados como evitar meias e calçado sintético e a prática de uma higiene rigorosa contribuem para prevenir a proliferação de bactérias e fungos, evitando também os maus odores.

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