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Consulta de Saúde do Viajante

Quando falamos em saúde do viajante, de que estamos a falar? Viajar no Verão: é associado frequentemente a ambientes com exotismo e climas quentes, mesmo que o motivo da viagem possa incluir trabalho.

Estamos a falar principalmente de viagens para fora da Europa, onde pode haver riscos de saúde a ponderar, riscos que podem ser minimizados se o viajante agir de forma informada e souber tomar as devidas precauções, antes, durante e após a viagem. Para tal existem consultas de aconselhamento ao viajante, que devem ser encaradas como um assunto fundamental na preparação da viagem.

Na verdade, não é matéria de somenos importância: dependendo do destino, há o risco de contrair algumas doenças infecciosas (caso da malária, poliomielite, sarampo); além disso, existem doenças transmitidas pelo consumo de águas e alimentos contaminados, em que uma das mais conhecidas se dá pelo nome de diarreia do viajante. Para se proteger destes e de outros riscos associados, pode ser necessária a administração de vacinas, obrigatórias quando se viaja para certos destinos.

É importante saber como se deve proteger das picadas de alguns insectos que são vectores de doenças, quais os medicamentos que deve levar consigo e os cuidados a ter com o seu transporte, os protectores solares mais adequados, as medidas de higiene individual, e nunca esquecer que no que diz respeito à saúde sexual, esta depende exclusivamente de si. Em menor grau, o viajante pode ser confrontado com alterações no seu organismo devidas a mudanças de altitude, à humidade e à distinta flora bacteriana no local para onde viaja, que podem desencadear um estado de doença. Como vê, é mesmo um assunto sério.

 

O que é a consulta de saúde do viajante, o que esperar dela?

Sempre que viajar para fora da Europa, sempre que viajar para países tropicais ou para destinos exóticos, o viajante deve dirigir-se a uma consulta efectuada por médicos devidamente capacitados que o podem informar sobre os riscos para a saúde e o modo de os evitar. Nessa consulta dar-se-á especial atenção aos seguintes aspectos:

» Avaliação individual dos riscos associados à viagem, com o respectivo aconselhamento sobre quais as atitudes e os comportamentos preventivos adequados;

» Informação sobre os principais agentes causadores de doença no destino da viagem e formas de evitar o contágio e/ou tratar a doença;

» Revisão do estado de imunidade do viajante e indicação das vacinas obrigatórias/recomendadas para o destino final;

» Informação sobre a profilaxia para a malária/paludismo e outras doenças endémicas, sempre que aplicável;

» Indicação das precauções para grupos de viajantes com particularidades especiais como as grávidas, as crianças, os idosos, os imunodeprimidos e indivíduos com insuficiência renal, hepática, cardíaca ou outras doenças crónicas;

» Recomendação e prescrição da farmácia pessoal a levar para a viagem;

» Avaliação dos problemas de saúde no período pós-viagem.

 

[Continua na página seguinte]

É bom que se fique a saber que esta consulta especializada também pode envolver a assistência médica após o regresso, diagnóstico de problemas de saúde eventualmente contraídos durante a viagem, bem como o controlo periódico de indivíduos que passam temporadas prolongadas em países ou regiões onde o risco de contrair doenças é elevado. E é também bom saber que nestas consultas podem ser administradas algumas vacinas, incluindo a da febre-amarela, e são emitidos certificados internacionais de vacinação.

 

Quando se deve ir à consulta de aconselhamento ao viajante

O ideal é que a consulta tenha lugar 4 a 8 semanas antes de se iniciar a viagem. A importância da consulta de aconselhamento justifica sempre a sua programação. No entanto, mesmo para aqueles que dela se “esqueceram” e têm que partir “no dia seguinte”, pode ser útil a realização da consulta do viajante. Isto para sublinhar que para efectuar a consulta é necessário proceder antecipadamente à sua marcação. Para a consulta, o viajante deve trazer, se possível, o seu boletim de vacinas e a listagem da sua medicação regular, assim como qualquer documentação médica que considere relevante.

 

Em que consiste o aconselhamento farmacêutico

O farmacêutico é um profissional de saúde que o pode ajudar em diferentes domínios relacionados com os cuidados a ter antes de viajar, durante a estadia e após o regresso.

Pode contar com o farmacêutico para o ajudar a organizar a sua farmácia básica e o modo como transporta os medicamentos. Certamente que ele lhe dirá que deve levar consigo os medicamentos que toma habitualmente, na quantidade adequada ao tempo de viagem, mais uma embalagem de reserva, para fazer face a qualquer imprevisto, que possa prolongar a estadia, pois ir de férias não significa dar férias aos medicamentos.

É ainda recomendado que se faça acompanhar de uma receita de todos os medicamentos identificados por nome genérico, só assim se pode assegurar de que está a adquirir os medicamentos correctos, caso seja necessário fazê-lo durante a viagem. Com o aconselhamento farmacêutico ficará também a saber como é importante o transporte correcto dos medicamentos, de modo a garantir a sua conservação nas melhores condições, pois as substâncias activas podem ser alteradas pela ação do calor.

Se viajar de avião, transporte os medicamentos na bagagem de mão, pois além de evitar que se percam em caso de extravio da bagagem, impede a sua exposição às temperaturas negativas extremas que por vezes se atingem no porão. A farmácia básica deve incluir medicamentos para: dores e febre; constipação e tosse; diarreias; enjoo; prevenir e tratar picadas de insectos. E mais ainda, é útil levar uma solução desinfectante, pensos rápidos, compressas esterilizadas, e até um termómetro.

[Continua na página seguinte]

Pode contar com o farmacêutico para passar em revista diversos riscos a acautelar: em regiões quentes, beber sempre muitos líquidos (beber apenas água engarrafada, não consumir bebidas com gelo), beber apenas leite pasteurizado; comer ou beber alimentos ricos em sais minerais (frutas e vegetais), mas comer a fruta e lavada e descascada por si, nunca comer saladas cruas nem alimentos adquiridos em vendedores ambulantes, e não esquecer de ingerir apenas alimentos bem cozinhados; evitar a exposição solar nas horas mais quentes, aplicar protector solar com índice elevado, usar chapéu e óculos de sol.

O farmacêutico está também apto a esclarecer as suas dúvidas acerca de alguns dos problemas de saúde mais comuns em viagem e que podem estar relacionados com queimaduras solares, queimaduras pelo calor, desidratação, prisão de ventre por alteração de hábitos alimentares, prevenção de micoses, ou ainda como actuar quando se tem herpes labial (que pode ser agravado com o sol).

Quanto às picadas dos insectos (que às vezes estragam as férias) há que saber como as evitar e de que forma agir quando se é picado. Por isso, a escolha do melhor tratamento deve ser feita com auxílio do seu farmacêutico. Por exemplo, no caso da picada de uma abelha, que deixou na pele o ferrão, a primeira medida consiste na sua remoção com auxílio de uma pinça ou raspando suavemente a superfície cutânea até o fazer sair, tendo o cuidado de não apertar o saco de veneno de forma a não agravar a situação.

O farmacêutico pode ensina-lo a proteger-se das picadas dos insectos, recomendar-lhe os repelentes mais indicados para cada situação, prestar-lhe informações sobre a sua aplicação e cuidados adicionais, para além de o aconselhar sobre a melhor forma de aliviar os sintomas associados às picadas.

Há também à sua disposição na farmácia folhetos informativos iSaúde que abordam temas do maior interesse para estas situações, como é o caso de “Destinos internacionais, viajar com saúde” e “Armário de farmácia, prepare o Verão”. São gratuitos e permitem reforçar o aconselhamento do farmacêutico.

Finalmente, com a ajuda do seu farmacêutico poderá conhecer as unidades de saúde com consultas do viajante que estejam mais próximas do seu local de domicílio.

 

E onde se realizam as consultas de saúde do viajante

São realizadas em vários hospitais e serviços de saúde pública, espalhados pelo país. Pode consultar a lista dos locais, disponível em: www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm

 

 

Outras fontes de informação:

» www.arslvt.min-saude.pt

» pesquisa com a palavra-chave “viagens”

» www.portaldasaude.pt

» pesquisa com a palavra-chave “viajante”

» www.ihmt.unl.pt – consulta do viajante

Estamos a falar principalmente de viagens para fora da Europa, onde pode haver riscos de saúde a ponderar, riscos que podem ser minimizados se o viajante agir de forma informada e souber tomar as devidas precauções, antes, durante e após a viagem. Para tal existem consultas de aconselhamento ao viajante, que devem ser encaradas como um assunto fundamental na preparação da viagem.

Na verdade, não é matéria de somenos importância: dependendo do destino, há o risco de contrair algumas doenças infecciosas (caso da malária, poliomielite, sarampo); além disso, existem doenças transmitidas pelo consumo de águas e alimentos contaminados, em que uma das mais conhecidas se dá pelo nome de diarreia do viajante. Para se proteger destes e de outros riscos associados, pode ser necessária a administração de vacinas, obrigatórias quando se viaja para certos destinos.

É importante saber como se deve proteger das picadas de alguns insectos que são vectores de doenças, quais os medicamentos que deve levar consigo e os cuidados a ter com o seu transporte, os protectores solares mais adequados, as medidas de higiene individual, e nunca esquecer que no que diz respeito à saúde sexual, esta depende exclusivamente de si. Em menor grau, o viajante pode ser confrontado com alterações no seu organismo devidas a mudanças de altitude, à humidade e à distinta flora bacteriana no local para onde viaja, que podem desencadear um estado de doença. Como vê, é mesmo um assunto sério.

 

O que é a consulta de saúde do viajante, o que esperar dela?

Sempre que viajar para fora da Europa, sempre que viajar para países tropicais ou para destinos exóticos, o viajante deve dirigir-se a uma consulta efectuada por médicos devidamente capacitados que o podem informar sobre os riscos para a saúde e o modo de os evitar. Nessa consulta dar-se-á especial atenção aos seguintes aspectos:

» Avaliação individual dos riscos associados à viagem, com o respectivo aconselhamento sobre quais as atitudes e os comportamentos preventivos adequados;

» Informação sobre os principais agentes causadores de doença no destino da viagem e formas de evitar o contágio e/ou tratar a doença;

» Revisão do estado de imunidade do viajante e indicação das vacinas obrigatórias/recomendadas para o destino final;

» Informação sobre a profilaxia para a malária/paludismo e outras doenças endémicas, sempre que aplicável;

» Indicação das precauções para grupos de viajantes com particularidades especiais como as grávidas, as crianças, os idosos, os imunodeprimidos e indivíduos com insuficiência renal, hepática, cardíaca ou outras doenças crónicas;

» Recomendação e prescrição da farmácia pessoal a levar para a viagem;

» Avaliação dos problemas de saúde no período pós-viagem.

 

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É bom que se fique a saber que esta consulta especializada também pode envolver a assistência médica após o regresso, diagnóstico de problemas de saúde eventualmente contraídos durante a viagem, bem como o controlo periódico de indivíduos que passam temporadas prolongadas em países ou regiões onde o risco de contrair doenças é elevado. E é também bom saber que nestas consultas podem ser administradas algumas vacinas, incluindo a da febre-amarela, e são emitidos certificados internacionais de vacinação.

 

Quando se deve ir à consulta de aconselhamento ao viajante

O ideal é que a consulta tenha lugar 4 a 8 semanas antes de se iniciar a viagem. A importância da consulta de aconselhamento justifica sempre a sua programação. No entanto, mesmo para aqueles que dela se “esqueceram” e têm que partir “no dia seguinte”, pode ser útil a realização da consulta do viajante. Isto para sublinhar que para efectuar a consulta é necessário proceder antecipadamente à sua marcação. Para a consulta, o viajante deve trazer, se possível, o seu boletim de vacinas e a listagem da sua medicação regular, assim como qualquer documentação médica que considere relevante.

 

Em que consiste o aconselhamento farmacêutico

O farmacêutico é um profissional de saúde que o pode ajudar em diferentes domínios relacionados com os cuidados a ter antes de viajar, durante a estadia e após o regresso.

Pode contar com o farmacêutico para o ajudar a organizar a sua farmácia básica e o modo como transporta os medicamentos. Certamente que ele lhe dirá que deve levar consigo os medicamentos que toma habitualmente, na quantidade adequada ao tempo de viagem, mais uma embalagem de reserva, para fazer face a qualquer imprevisto, que possa prolongar a estadia, pois ir de férias não significa dar férias aos medicamentos.

É ainda recomendado que se faça acompanhar de uma receita de todos os medicamentos identificados por nome genérico, só assim se pode assegurar de que está a adquirir os medicamentos correctos, caso seja necessário fazê-lo durante a viagem. Com o aconselhamento farmacêutico ficará também a saber como é importante o transporte correcto dos medicamentos, de modo a garantir a sua conservação nas melhores condições, pois as substâncias activas podem ser alteradas pela ação do calor.

Se viajar de avião, transporte os medicamentos na bagagem de mão, pois além de evitar que se percam em caso de extravio da bagagem, impede a sua exposição às temperaturas negativas extremas que por vezes se atingem no porão. A farmácia básica deve incluir medicamentos para: dores e febre; constipação e tosse; diarreias; enjoo; prevenir e tratar picadas de insectos. E mais ainda, é útil levar uma solução desinfectante, pensos rápidos, compressas esterilizadas, e até um termómetro.

[Continua na página seguinte]

Pode contar com o farmacêutico para passar em revista diversos riscos a acautelar: em regiões quentes, beber sempre muitos líquidos (beber apenas água engarrafada, não consumir bebidas com gelo), beber apenas leite pasteurizado; comer ou beber alimentos ricos em sais minerais (frutas e vegetais), mas comer a fruta e lavada e descascada por si, nunca comer saladas cruas nem alimentos adquiridos em vendedores ambulantes, e não esquecer de ingerir apenas alimentos bem cozinhados; evitar a exposição solar nas horas mais quentes, aplicar protector solar com índice elevado, usar chapéu e óculos de sol.

O farmacêutico está também apto a esclarecer as suas dúvidas acerca de alguns dos problemas de saúde mais comuns em viagem e que podem estar relacionados com queimaduras solares, queimaduras pelo calor, desidratação, prisão de ventre por alteração de hábitos alimentares, prevenção de micoses, ou ainda como actuar quando se tem herpes labial (que pode ser agravado com o sol).

Quanto às picadas dos insectos (que às vezes estragam as férias) há que saber como as evitar e de que forma agir quando se é picado. Por isso, a escolha do melhor tratamento deve ser feita com auxílio do seu farmacêutico. Por exemplo, no caso da picada de uma abelha, que deixou na pele o ferrão, a primeira medida consiste na sua remoção com auxílio de uma pinça ou raspando suavemente a superfície cutânea até o fazer sair, tendo o cuidado de não apertar o saco de veneno de forma a não agravar a situação.

O farmacêutico pode ensina-lo a proteger-se das picadas dos insectos, recomendar-lhe os repelentes mais indicados para cada situação, prestar-lhe informações sobre a sua aplicação e cuidados adicionais, para além de o aconselhar sobre a melhor forma de aliviar os sintomas associados às picadas.

Há também à sua disposição na farmácia folhetos informativos iSaúde que abordam temas do maior interesse para estas situações, como é o caso de “Destinos internacionais, viajar com saúde” e “Armário de farmácia, prepare o Verão”. São gratuitos e permitem reforçar o aconselhamento do farmacêutico.

Finalmente, com a ajuda do seu farmacêutico poderá conhecer as unidades de saúde com consultas do viajante que estejam mais próximas do seu local de domicílio.

 

E onde se realizam as consultas de saúde do viajante

São realizadas em vários hospitais e serviços de saúde pública, espalhados pelo país. Pode consultar a lista dos locais, disponível em: portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm”>www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/saude+em+viagem/consulta+de+saude+do+viajante.htm

 

 

Outras fontes de informação:

» www.arslvt.min-saude.pt

» pesquisa com a palavra-chave “viagens”

» www.portaldasaude.pt

» pesquisa com a palavra-chave “viajante”

» www.ihmt.unl.pt – consulta do viajante

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