Rins: Filtros naturais
Sal significado de “mal”
É também sabido que o consumo excessivo de sal nada tem de benéfico, seja para que órgão for. Para os rins, se consumido com moderação, cerca de cinco a seis gramas por dia, tal como a água, pode ajudar a um bom funcionamento. Contudo, o excesso prejudica o equilíbrio hídrico do organismo e uma das provas mais simples dos seus malefícios está relacionada com a “tensão” arterial. O sal é um factor de risco da hipertensão arterial que, por sua vez, é um factor de risco das doenças renais. A verdade é que a hipertensão danifica os vasos sanguíneos dos rins, impedindo-os de expelir os resíduos através da urina e de regular o equilíbrio hidro-electrolítico do nosso organismo.
E, aqui, ganha todo o sentido uma lição que deve ser estudada e bem aprendida: reduzir o sal no tempero da comida, eliminar alimentos pré-cozinhados e enlatados, bem como muitos produtos de charcutaria, que habitualmente têm excesso de sal. Estes são os primeiros passos para um bom funcionamento dos rins e para o bem-estar de todo o corpo.
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Prevenção e atenção
Vigiar alguns sinais de alerta será sempre importante para controlar a saúde dos rins. Mãos e pés inchados; alterações no aspecto na urina; urgência em urinar, sobretudo à noite; dificuldade em urinar ou urina menos abundante e perda de apetite e de peso são alguns dos indicadores da necessidade de recorrer ao aconselhamento de um profissional de saúde.
Atenção redobrada deve ser dada, também, às doenças que ameaçam os rins como a hipertensão arterial, gota, otites, hipertrofia da próstata e infecções urinárias. A prevenção passa por vigiar e tratar estas patologias, fazer análises regulares, sempre que se justifique, beber muita água, reduzir a ingestão de álcool, deixar de fumar e urinar com frequência evitando a retenção da urina na bexiga, pois pode favorecer o aparecimento de infecções urinárias.
Diga-me o que come…
Saber o que se come ajuda a perceber como está a sua saúde renal. É que para o bom funcionamento dos rins existem alimentos a privilegiar e outros a evitar. Cenouras, couve, espinafres, pêssegos, melão, brócolos, e tantos outros alimentos ricos em vitamina A são bons amigos dos rins, pois esta vitamina está alegadamente associada ao bom funcionamento dos rins, contribuindo para a prevenção da formação de cálculos renais. No lado oposto, a evitar ou consumir apenas em doses moderadas, todos os alimentos com elevado teor proteico e/ ou muito ricos em sal e colesterol.
No entanto, é necessário reter que o segredo de uma boa saúde renal passa não pela total supressão de determinados alimentos, mas pelo seu consumo moderado.
Dizer que a água é sinónimo de saúde parece ser já um lugar comum. Desde cedo, na escola, ensinam-se todas as funções desde líquido “miraculoso” e aquilo que, claramente, justifica todos os benefícios associados: é que o corpo humano é constituído 50 a 60 por cento de água, no caso de um adulto, e cerca de 75 por cento, no caso de um recém-nascido.

