Resumo do Estudo sobre o uso de antibióticos
Através deste estudo, realizado em duas vagas, procurou-se perceber quais os hábitos de uso de antibióticos por parte da população, antes e depois da campanha nacional de sensibilização para o uso correcto dos antibióticos, tentando assim medir o impacto da mesma.
É reconhecido que uma parte do uso de antibióticos decorre da pressão feita pelos doentes junto dos médicos para a prescrição dos mesmos. Por isso, considerou-se importante perceber como se caracterizava esta pressão, antes e depois da campanha, principalmente junto dos médicos de Clínica Geral a exercer actividade em centros de saúde.
Em ambas as vagas os objectivos dos estudo para a população em geral foram, por um lado, avaliar o seu nível de conhecimentos sobre a correcta utilização de antibióticos e, por outro, identificar e medir a prevalência de comportamentos-tipo em face à antibioterapia, designadamente a adesão à terapêutica (cumprimento de horários e da duração dos tratamentos), a auto-medicação (incluindo a toma de antibióticos já existentes em casa), e a partilha de antibióticos com outros.
Para os médicos, o objectivo do estudo foi o de determinar a extensão do fenómeno de pressão para a prescrição de antibióticos, designadamente as situações que mais induzem a pressão, frequência, sazonalidade, sexo e grupo etário que mais pressionam, e as atitudes desta classe profissional perante a situação de pressão.
Principais resultados do estudo junto da população
(antes e após a campanha)
Análise dos resultados do estudo, antes e após a campanha de sensibilização para o uso correcto dos antibióticos, de acordo com os objectivos definidos para a população em geral:
Desta análise, pode-se concluir que apesar de se notar um aumento do conhecimento acerca do uso correcto de antibióticos, a alteração de comportamento da população é mais difícil de conseguir. Este é o motivo porque este tipo de campanhas deve ser de longa duração e de actuação concertada entre os vários intervenientes neste processo: profissionais de saúde, autoridades de saúde e população em geral.
Efeitos do incumprimento de horários de toma dos antibióticos
(opinião da população sobre estes comportamentos, antes e após a campanha)
• Menos eficácia do antibiótico no tratamento actual: 63%; 55%
• Aumento da resistência das bactérias aos antibióticos 13%; 10%
• Menos eficácia do antibiótico no futuro 4%; 6%
• Não sabe 17%; 23%
usar o termos pré e pós campanha
Efeitos para o organismo por não terminar o tratamento prescrito
(opinião da população sobre estes comportamentos, antes e após a campanha)
• Menos eficácia do antibiótico no tratamento actual: 48%; 38%
• Aumento da resistência das bactérias aos antibióticos 19%; 14%
• Menos eficácia do antibiótico no futuro 8%; 7%
• Doença mal curada 8%; 10%
• Não sabe 19%; 26%
Metodologia
Para o estudo da população em geral foi considerado como universo os indivíduos com idade igual ou superior a 14 anos, residentes em Portugal Continental em lares com telefone. Para a amostra foram realizados inquéritos a um total de 800 pessoas (pré campanha) e 813 (pós campanha).
Estudo pré-campanha – Outubro de 2004
Estudo pós-campanha – Fevereiro de 2005
Estudo conduzido por: Metris – GfK (Growth from Knowledge)
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